OSTRACODES DO APTIANO–ALBIANO DA BACIA DO ARARIPE: IMPLICAÇÕES PALEOAMBIENTAIS E BIOESTRATIGRÁFICAS

Débora Menezes de Souza, Enelise Katia Piovesan, Virgínio Henrique de Miranda Lopes Neuma Neumann

Resumo


A Bacia do Araripe é a mais extensa bacia mesozoica do interior do Nordeste brasileiro. Esta bacia guarda importantes registros de microfósseis calcários, em especial ostracodes não-marinhos do Cretáceo em excelente estado de preservação. A grande aplicabilidade destes ostracodes como marcadores bioestratigráficos possibilitou o estabelecimento de um zoneamento refinado e a proposição de Andares locais nas bacias interiores do Nordeste do Brasil no Cretáceo. Neste estudo foram amostradas as formações Crato, Ipubi e Romualdo nas cidades de Jardim, Crato e Santana do Cariri. O material foi tratado no Laboratório de Preparação de Amostras (LPA), na Universidade Federal de Pernambuco, de acordo com os procedimentos usuais para recuperação de microfósseis carbonáticos.Foram identificadas as espécies: Harbinia micropapillosa, Harbinia alta, Damonella grandiensis, Alicenula leguminella, Theriosynoecum silvai e Theriosynoecum? sp. A associação registrada foi interpretada como típica de ambiente lacustre, com grande variação de salinidade. As espécies registradas permitiram posicionar bioestratigraficamente o material analisado no Andar Alagoas (Aptiano-Albiano).

Palavras-chave


ostracodes, Aptiano-Albiano, Bacia do Araripe, bioestratigrafia

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DOI: https://doi.org/10.18190/1980-8208/estudosgeologicos.v27n1p3-18

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