Grau de maturação dos hidrocarbonetos dos folhelhos pirobetuminosos da Formação Ipubi, Bacia do Araripe: um estudo integrado de termogravimetria, cromatografia e espectroscopia na região do infravermelho
DOI:
https://doi.org/10.18190/1980-8208/estudosgeologicos.v26n1p81-97Schlagworte:
Bacia do Araripe, Formação Ipubi, Folhelho Pirobetuminoso, betume, cromatografia, termogravimetria, espectrometria na Região do InfravermelhoAbstract
A Formação Ipubi, Grupo Santana, Bacia do Araripe, vem sendo alvo de estudos geoquímicos por conter folhelhos pirobetuminosos ricos em matéria orgânica, o que permite seu tratamento como um análogo para rochas geradoras de hidrocarbonetos. Nesse contexto, este trabalho apresenta resultados provenientes de diversas técnicas analíticas (cromatografia líquida, análise termogravimétrica e espectroscopia na região do infravermelho) para duas amostras de betume (MC-01 e VG-01) extraído de depósitos da Formação Ipubi, selecionadas com base na concentração de matéria orgânica. As amostrasforam coletadas nas Minas Campeví e Vale do Gesso, localizadas no município de Gergelim - PE. As razões entre S+A/P obtidas através de cromatografia líquidapermitiraminferir um baixo grau de maturaçãopara as amostras, uma vez que o percentualda fração de compostos polares é superior aos percentuais das frações de compostos saturados e aromáticos. As curvas termogravimétricas (TG/DTG )indicarama presença de três eventos principais ao longo da decomposição térmica do betume: eliminação de água adsorvida (<150°C), decomposição de hidrocarbonetos de baixo peso molecular (150-400°C) e decomposição de hidrocarbonetos de alto peso molecular (400-900°C). Os espectros obtidos por infravermelho detectaram ligações duplas nas moléculas que compõem os betumes analisados, também indicando baixos graus de maturação, apontando para uma matéria orgânica ainda em estágio diagenético.
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