Economia feminista camponesa: saber, experiência e organização produtiva de mulheres em movimento no Brasil
DOI:
https://doi.org/10.51359/2675-3472.2025.265614Schlagworte:
feminismo, campesinato, movimento de mulheres, territórios de resistência e enfrentamentoAbstract
O presente artigo busca trazer e desenvolver reflexões acerca de compreensões sobre economia, feminismo e campesinato dialogadas e construídas a partir do Movimento de Mulheres Camponesas (MMC) do Brasil. A elaboração é fruto de observação participante, realizada pelas autoras que, apresentam esse ensaio e que se propõem ao desafio constante da realização de pesquisa engajada, participante e militante, que caminha ao lado da ação concreta organizativa e formativa realizada junto das camponesas. A conclusão que se chega é que através da construção histórica, de 41 anos de existência, as integrantes do MMC, alicerçam seus saberes e práticas na práxis feminista camponesa, nos propostos da educação popular, da luta de resistência, no enfrentamento às injustiças, na busca por direitos, nas formulações teóricas e no desenvolvimento da economia feminista, firmada na agroecologia e na solidariedade desenvolvida a partir, mas não só, de quintais produtivos. A movimentação camponesa, indígena, negra e popular, constrói territórios de resistência e de enfrentamento às bases capitalistas de produção, bem como a cultura patriarcal e o racismo que alicerçam o sistema de exploração do trabalho e da vida das mulheres. Além disso, essa movimentação camponesa assenta suas bases na produção diversificada de alimentos saudáveis. Ambas as ações, estão articuladas e formam a base fundamental para a construção e a continuidade da existência de projetos de vida para o campo e para as cidades, bem como para a transformação da sociedade por elas defendida, que parte do local, do comunitário, mas que possui leitura e articulação nacional e internacional.
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