O território costeiro segregado a partir do auge do turismo e das fazendas de banana nos arredores do Parque Tayrona, Santa Marta, Colômbia
DOI:
https://doi.org/10.51359/2675-3472.2025.266974Palavras-chave:
segregação de terras, sustentabilidade, oferta hídrica, conflitos territoriais, solosResumo
Os recursos hídricos, como rios, lagos, nascentes e aquíferos, desempenharam um papel essencial desde os primeiros assentamentos humanos até as atuais atividades turísticas, como as praias de Cancún ou os lagos de Atitlán e Chapada Diamantina, que impulsionaram as economias locais. No entanto, o turismo em massa causou erosão costeira, compactação de sedimentos, acúmulo de resíduos e alterações ecológicas, agravadas pela falta de infraestrutura e regulamentação adequada. Esta pesquisa comparou registros da Colômbia e do México para analisar os efeitos do turismo e da agricultura intensiva sobre corpos d’água superficiais, considerando variáveis como a sazonalidade hídrica, a topografia e as características do solo. Além disso, recuperou a memória cultural por meio da toponímia e da análise edáfica, revelando vínculos com tradições ancestrais e processos históricos de expropriação, especialmente na costa de Santa Marta. No Caribe colombiano, a expansão do turismo gerou perda de biodiversidade, má gestão de resíduos, superexploração hídrica, pressão sobre áreas protegidas e impactos sociais como inflação, emprego informal, privatização de praias e deslocamento de práticas tradicionais. Esses achados demonstraram a necessidade de estabelecer políticas de turismo inclusivo, responsável e sustentável que integrem as comunidades. A pesquisa de campo aplicada indicou impactos negativos como perda de biodiversidade, erosão, escassez de água e conflitos sociais, evidenciando a urgência de uma regulamentação ambiental e uma governança participativa. Em contraste, os impactos positivos incluíram geração de emprego, melhoria da infraestrutura, fortalecimento da economia local, valorização cultural e ambiental, desenvolvimento social e maior projeção territorial.
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