"Litio Verde" en El Valle Del Jequitinhonha: resurgimiento de discursos desarrollistas y disputas internacionales
DOI:
https://doi.org/10.51359/2675-3472.2023.261584Palabras clave:
Valle del Jequitinhonha, Minería, Litio, desarrollo, Análisis del discursoResumen
Este artículo investiga el resurgimiento y la persistencia de los discursos desarrollistas desde mediados del siglo XX hasta el siglo XXI sobre el Valle del Jequitinhonha, especialmente a través de la entrada de empresas mineras vinculadas a la exploración del litio. Estas empresas han ganado visibilidad y generado disputas territoriales internacionales para la región. En este sentido, se examinó la entrada de discursos como las ideas de "Valle del Litio" y "Litio Verde", asociadas a las nociones de "desarrollo sostenible" y "minería responsable", que están vinculadas a la construcción de un consenso hegemónico en torno a la actividad extractiva en América Latina. Se identificó así cómo estas narrativas hegemónicas encubren las asimetrías y construyen una fachada verde sobre determinadas regiones, mientras las fronteras mineras avanzan rápidamente sobre los territorios. También se destaca el papel del neoextractivismo como una nueva fase de explotación intensiva de recursos naturales, impulsada por el "Consenso de las Commodities". Además, a través de una revisión teórica, fuentes documentales y periodísticas, se buscó comprender cuáles han sido los impactos ambientales y sociales para la región del Valle del Jequitinhonha. En consecuencia, se constató que el discurso de ciertos empresarios en seminarios regionales ha construido una narrativa que descalifica los territorios, desde los sujetos hasta los recursos naturales, como el río Jequitinhonha, que es esencial para el abastecimiento de las comunidades locales, como las ribereñas, quilombolas e indígenas. Así, la estigmatización del agua del río ha servido para justificar la intensa utilización del recurso por parte de las empresas mineras, mientras que las comunidades locales enfrentan escasez de agua potable.
Descargas
Citas
ALMEIDA, Clebson Souza de. Território da água, território da vida: Comunidades tradicionais e a monocultura do eucalipto no Alto Jequitinhonha. 115p. Dissertação (Mestrado- Programa de Pós-Graduação em Estudos Rurais) - Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri, Diamantina, 2018.
ANTONELLI, Mirta Alejandra. Megaminería transnacional e invención del mundo cantera. Nueva Sociedad, n. 252, julho/agosto de 2014.
ARÁOZ, H. Ecología Política de los regímenes extractivistas. De reconfiguraciones imperiales y re-existencias decoloniales en Nuestra América. Revista Bajo el Volcán, vol. 15, N° 23, Benemérita Universidad Autónoma de Puebla, México, sept.-febrero de 2016 pp. 11-51.
BOURDIEU, P. A economia das trocas linguísticas: o que falar quer dizer. São Paulo: Edusp, 1996.
CHOMSKY, N., & HERMAN, E. S. "Manufacturing Consent: The Political Economy of the Mass Media." Pantheon, 1988.
ESCOBAR, Arturo,. La invención del Tercer Mundo: construcción y deconstrucción del desarrollo. Editorial Norma, 1998.
GUDYNAS, E. Extractivismos em America del Sur: conceptos y sus efectos derrame. In: ZHOURI, A.; BOLADOS, P. e CASTRO, E. – Mineração na América do Sul. Neoextrativismo e Lutas Territoriais. São Paulo: Annablume, 2016
LASCHEFSKI, Klemens. O Extrativismo 4.0 e o “Regime ambiental coronelista”: A articulação de sistemas ambientais brasileiros com esquemas de governança multistakeholder global. Ambientes. Revista de Geografia e Ecologia Política. v. 3 n. 2 (2021): Segundo Semestre de 2021.
LEITE, Ana Carolina Gonçalves. Formação e atualidade da questão regional no processo de modernização do Vale do Jequitinhonha mineiro. Boletim Campineiro de Geografia. Campinas, v. 4, n. 1, p. 60-81. 2014.
MARTINS, Gerson Lucas Alves; et al. Qualidade da água do rio Setúbal em Jenipapo de Minas – MG após construção de barragem. Taubaté (SP): Ambiente & Água, 2017, vol. 12, núm. 6, p. 1025-1039.
RIBEIRO, Ricardo. Mudando para continuar sendo: a organização dos movimentos de atingidos por barragens no Vale do Jequitinhonha. In: ROTHMAN, Franklin Daniel. Vidas alagadas: conflitos socioambientais, licenciamento e barragens. Viçosa, ED. UFV, 2008.
SANTOS, Milton. “O retorno do Território”. Em Santos, M., Souza, M., Silveira, M. (Org.), Território, Globalização e Fragmentação. São Paulo: Hucitec, 1994.
SANTOS, Milton. “Espaço e Sociedade (Ensaios)”. Ed. Vozes,Petrópolis, 1979.
SASSEN, Saskia. Territorio, autoridad y derechos. De los ensamblajes medievales a los ensamblajes globales. Buenos Aires: Katz Editores, 2010.
SERVILHA, Matheus de M. O Vale do Jequitinhonha entre a “di-visão” pela pobreza e sua ressignificação pela identificação regional. 2012. 354p. Tese (Doutorado em Geografia) - Universidade Federal Fluminense, Niterói, 2012.
SOUZA, Lauanda Lopes de. Mãos e pés na terra: análise dos silenciamentos nos diagnósticos sobre o Jequitinhonha. 2022. 132p. Dissertação (Mestrado), Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri, Diamantina, 2022.
SVAMPA, M. Consenso de los commodities, giro ecoterritorial y pensamiento crítico en América Latina. En CLACSO - OSAL Año XIII, N° 32, 2012.
SVAMPA, Maristella. Consenso de los Commodities» y lenguajes de valoración en América Latina. Revista Nueva Sociedad. n. 244, p.30-46, 2013.
ZEMA, Romeu. 10 de maio 2023. "Lithium Vally" [Fotografia]. @romeuzemaoficial. 2023. Disponível em: https://www.instagram.com/p/CsFJzoSgwqC/?igsh=MW16bzZxNmdqajZtZA==. Acesso em 06 de fev. de 2024.
ZHOURI, Andréa. Crise como criticidade e cronicidade: a recorrência dos desastres da mineração em Minas Gerais. Horizontes Antropológicos, v. 29, 2023.
ZHOURI, A.; BOLADOS, P. e CASTRO. E. – “Introdução”. In: Mineração na America do Sul: neoextrativismo e lutas territoriais. São Paulo, Annablume, 2016.
Descargas
Publicado
Cómo citar
Número
Sección
Licencia
Derechos de autor 2024 Lauanda Lopes de Souza

Esta obra está bajo una licencia internacional Creative Commons Atribución 4.0.
Autores que publicam nesta revista concordam com os seguintes termos:
- Autores mantém os direitos autorais e concedem à REVISTA MUTIRÕ da Universidade Federal de Pernambuco o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a Licença Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional. CC BY -
Permite que outros distribuam, remixem, adaptem e criem a partir do seu trabalho, mesmo para fins comerciais, desde que lhe atribuam o devido crédito pela criação original. Esta é a mais flexível das licenças, onde o foco é a disseminação do conhecimento. - Autores têm autorização para assumir contratos adicionais separadamente, para distribuição não-exclusiva da versão do trabalho publicada nesta revista (ex.: publicar em repositório institucional ou como capítulo de livro), com reconhecimento de autoria e publicação inicial nesta revista.
- Autores têm permissão e são estimulados a publicar e distribuir seu trabalho online (ex.: em repositórios institucionais ou na sua página pessoal) a qualquer ponto antes ou durante o processo editorial, já que isso pode gerar alterações produtivas, bem como aumentar o impacto e a citação do trabalho publicado.