Um conceito “alma-e-corpo” para as Cidades

Autores

DOI:

https://doi.org/10.26848/rbgf.v14.1.p246-265

Palavras-chave:

Alma-e-corpo, cidade, organismo, conceito, construção teórica

Resumo

Este artigo trata da construção do conceito - alma-e-corpo. Este conceito se apresenta fundamental ao desenvolvimento de uma hipótese cujo argumento central é o de que uma cidade pode ser considerada um organismo vivo e que, por isso: a) sua espacialidade interage com o contexto, com a natureza circundante, com seus habitantes; b) cada cidade é afetada pelas pessoas que a habitam, pelo ambiente, pelos acontecimentos da vida cotidiana, pelas manifestações culturais, sociais, políticas. Entre os acontecimentos da vida cotidiana são reconhecidos os “acontecimentos significativos” que têm lugar nos espaços públicos urbanos, que têm potencial para fazer reviver os lugares; que podem se transformar em marcos, memórias e estimular um senso de pertencimento em relação ao lugar. Desse argumento surgiu a necessidade de refletirmos teoricamente sobre um conceito que expressasse essa realidade de uma cidade que, em sendo um “organismo vivo”, se constitui de alma e de corpo, e como alma e corpo se integram numa estrutura única.  O Recife é a cidade referência. Trata-se de esforço teórico que, apoiado num modo sistêmico de entender o mundo, atravessa a arquitetura, a filosofia, a neurociência, com o entendimento de que as coisas vivas são complexas, sistêmicas; de que a cidade é tanto um organismo vivo quanto o é o Planeta do qual ela faz parte. Um conceito que “pondera” os acontecimentos em relação inextricável com a constituição física de uma cidade, expressa na palavra composta - alma-e-corpo. Lefèbvre e Norberg-Schulz são os principais autores desta teia teórica.

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Biografia do Autor

Roberto Montezuma, UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO, Recife, Brasil (Professor/Pesqisador Sênior)

Arquiteto e Urbanista pela Universidade Federal de Pernambuco (1983), onde atua como professor desde 1990. É sócio-diretor da empresa AFM Arquitetos e Urbanistas Associados. Foi eleito presidente do Conselho de Arquitetura e Urbanismo de Pernambuco (CAU/PE) para o triênio 2012- 2014 e reconduzido ao cargo para o triênio 2015-2017. É coordenador do InCiti/UFPE. Coordenou o livro Arquitetura Brasil 500 Anos(Volume I – 2001; Volume II – 2008) e a reedição do Roteiro Para Construir no Nordeste, de Armando de Holanda (2010); é coautor de As lições de Bogotá e Medellín(2013). Coordenou projetos como o de urbanismo da Cidade Suape, o Plano Diretor do Campus UFPE e o Parque Capibaribe. Coordenou eventos internacionais como o Recife Exchange Amsterdam (2012), o Workshop de Sustentabilidade Ambiental promovido pela Oxford University (2014) e o Urban Thinkers Campus Recife da ONU Habitat (2015). Ministrou palestra no seminário Landscape as Urbanism in the Americas, da Universidade de Harvard (2016). Foi representante da UFPE e do CAU no Habitat III da ONU. Integrou a equipe relatora dos documentos do CAU/BR para os prefeitos e para a ONU. Atualmente é articulador Urban Campaign para Implementação da Nova Agenda Urbana na América Latina e Caribe e articula a rede #Recife500anos e faz Doutorado em Urbanismo na FA/ULisboa(2019/2022)

Maria de Jesus de Britto Leite, Professora Curso de Arquitetura e Urbanismo / Programa de pós-graduação em Desenvolvimento Urbano - MDU- UFPE

Professora Curso de Arquitetura e Urbanismo / Programa de pós-graduação em Desenvolvimento Urbano - MDU- UFPE

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Publicado

2021-02-02

Como Citar

Montezuma, R., & Leite, M. de J. de B. (2021). Um conceito “alma-e-corpo” para as Cidades. Revista Brasileira De Geografia Física, 14(1), 246–265. https://doi.org/10.26848/rbgf.v14.1.p246-265

Edição

Seção

Ciências Sociais e Ambiente

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