Temporal Changes in Vegetation Cover in Área de Proteção de Pouso Alto, Chapada dos Veadeiros - GO
DOI:
https://doi.org/10.26848/rbgf.v19.01.p284-299Palavras-chave:
Unidade de Conservação; Cerrado; Norte de Goiás; Perda de Hábitat; Proteção da paisagem.Resumo
A expansão das áreas de pastagem e agricultura tem sido a principal responsável pela conversão das paisagens naturais no Cerrado. Avaliamos, ao longo de 23 anos, se a criação da Área de Proteção Ambiental (APA) de Pouso Alto, localizada na Chapada dos Veadeiros - GO, reduziu a supressão de vegetação, e se a implementação de seu plano de manejo propiciou a proteção das zonas mais relevantes para a conservação. Com a criação da APA, esperava-se uma redução na perda de cobertura vegetal, enquanto a implementação do plano de manejo deveria garantir a proteção das áreas prioritárias para a conservação. Comparamos as classes de uso e cobertura do solo entre 2000 (um ano antes da criação da APA) e 2023, utilizando a classificação do projeto MapBiomas. Observamos que 27,8% (242.283,30 hectares) da APA sofreram alterações na cobertura vegetal, com 16,6% dessas alterações ocorrendo após a criação da unidade. Na zona de vida silvestre, cujo grau de proteção deveria ser maior, constatou-se em 2023 quase o triplo da perda de vegetação registrada em 2000. A criação da APA não conseguiu reduzir o desmatamento, e a falta de implementação do plano de manejo favorece as ameaças às zonas prioritárias para a conservação. As dificuldades de implementação da APA, cuja existência não reduziu as taxas de supressão de vegetação, sobretudo pela ausência de proteção adequada para as zonas mais restritivas, comprometem seu papel como ferramenta de proteção e de promoção de conectividade entre as áreas protegidas da Chapada dos Veadeiros.
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