Análise hidrogeomorfológica em bacia hidrográfica da Serra do Mar Paranaense
DOI:
https://doi.org/10.26848/rbgf.v19.03.p1772-1786Palavras-chave:
Hidrogeomorfologia; rios de montanha; sedimentos; litologiaResumo
Em ambientes de montanha, caracterizados pela intensa produção e transporte de sedimentos nos canais fluviais, parâmetros como tamanho e forma dos sedimentos são variáveis conforme sua origem. Este estudo investigou as características hidrogeomorfológicas da bacia do rio Nhundiaquara (Serra do Mar Paranaense), com o objetivo de caracterizar a litologia, o tamanho e a forma dos sedimentos nos leitos fluviais. A metodologia envolveu levantamentos de campo em quatro seções transversais (rios Mãe Catira, Ipiranga, Nhundiaquara e Marumbi), utilizando o método de Wolman para contagem de sedimentos e a técnica de Zingg para medição dos eixos. Posteriormente aos trabalhos de campo, foi realizada a classificação do tamanho e forma dos sedimentos e a quantificação dos tipos litológicos na área de drenagem de cada seção. Os resultados revelaram a predominância de sedimentos grosseiros, com 69,25% das amostras classificadas como matacões e um D50 médio de 101,38 mm. Quanto à forma, observou-se prevalência das classes compacta e oblata, indicando tendência ao formato esferoidal. Geologicamente, as unidades Serra da Graciosa e Gnáissico Migmatítico apresentaram maior representatividade. A classificação indica que o rio Ipiranga apresenta diferença em relação aos demais, com sedimentos maiores e mais compactos, possivelmente associados à predominância de depósitos coluviais holocênicos imediatamente a montante da seção. Conclui-se que a bacia apresenta comportamento típico de rios de montanha, com a aplicação in loco sendo eficaz para o monitoramento. Recomenda-se que estudos futuros integrem fatores como declividade e eventos extremos para aprofundar a compreensão do transporte de sedimentos da região.
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