Gestão hidroterritorial no rio Poxim em Aracaju-Sergipe: (des)cumprimento da legislação ambiental?
DOI:
https://doi.org/10.26848/rbgf.v17.1.p130-156Palabras clave:
Legislação ambiental, Compliance, Políticas públicas, Hidroterritório.Resumen
Na sociedade atual, os conflitos que envolvem o entorno dos corpos hídricos têm se ampliado, em face da valorização destas localidades. Partindo deste cenário global para a perspectiva local, observa-se que o município de Aracaju também vem passando por conflitos devido à crescente exploração imobiliária no entorno do rio Poxim. A sub-bacia do Poxim apresenta-se com formato alongado no sentido noroeste-sudeste, com área aproximada de 348,71 Km². Neste sentido, o objetivo geral deste estudo é o de analisar de que forma as ações de gestão hidroterritorial, no trecho do rio Poxim situado na capital sergipana têm contribuído para o cumprimento da legislação ambiental, de modo que a problemática suscitada foi a seguinte: Em que medida tem ocorrido o (des)cumprimento da legislação ambiental, a partir da análise das práticas de gestão hidroterritorial no rio Poxim no município de Aracaju-Sergipe? O arranjo metodológico recorreu às pesquisas bibliográfica e documental, buscando no método hipotético-dedutivo e Pressão-Estado-Resposta (PER), soluções para o questionamento suscitado, destacando-se a análise da conformidade entre a legislação em recursos hídricos (compliance) e as práticas de gestão hidroterritorial realizados no rio Poxim. Por fim, verificou-se que os poderes estruturantes do Estado, têm negligenciado suas funções, de modo que se constatou o seguinte: são incipientes as políticas públicas voltadas ao rio estudado e as sanções impostas àqueles que degradam o corpo hídrico investigado não desestimulam os degradadores. A partir dos resultados obtidos, recomendando-se a criação de um gabinete de gestão do hidroterritório.
Descargas
Citas
Amorim, L. L. da S., 2017. Água - sujeito de direito. In: Santos, G. M., Durão, Pedro (orgs.). Constituição viva e atual estado constitucional de direitos. Florianópolis [SC]: Empório do Direito, pp. 115-126.
Brasil. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. Brasília: Congresso Nacional, 1988. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Constituicao/Constituicao.htm. Acesso em 22 jul. 2022.
Brasil. Lei Federal n° 9.433, de 08 de janeiro de 1997. Institui a Política Nacional de Recursos Hídricos, cria o Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos, regulamenta o inciso XIX do art. 21 da Constituição Federal, e altera o art. 1º da Lei nº 8.001, de 13 de março de 1990, que modificou a Lei nº 7.990, de 28 de dezembro de 1989. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/L9433.htm. Acesso em 15 set. 2022.
Camargo, C. A., Santos, C., 2019. Fundamentos do Compliance. Edição do Kindle, pp. 14-62.
Costa, R. H. da., 2011. O mito da desterritorialização: do “fim dos territórios” à multiterritorialidade. – 6ª ed. – Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, pp. 27-42.
Dourado, A. M., 2015. Caminhos e encontros com o território. In: Práticas e vivências com a geografia cultural. Maria Augusta Mundim Vargas, Auceia Matos Dourado e Rodrigo Herles dos Santos (orgs.). Aracaju: Editora Diário Oficial de Sergipe. EDISE, pp. 11-72.
Durão, P., Pinto, D. D., 2021. Direito Empresarial: Resumos e aplicações. 2ª edição. Aracaju: DireitoMais, pp. 33-65.
Durão, P, Silva, E. O. da (Orgs.), 2022. Ensaios de Direito Empresarial: Compliance e responsabilidade. Aracaju: DireitoMais, pp. 24-68.
Durão, P., Silva, E. O. da; Pimenta, H. de A; Jesus, L. R. S. de, 2022. Nova Lei de Licitações e Contratos: Comentários à Lei 14.133/2021 – Teoria e Aplicações. Aracaju: DireitoMais, pp. 43-81.
Fiorillo, A. P.; Ferreira, R. M. (Coord.), 2015. Direito Ambiental Contemporâneo. – São Paulo: Saraiva, pp. 14-57.
Lakatos, E. M., Marconi, M. de A, 2017. Metodologia científica. – 7. ed. – São Paulo: Atlas, pp. 05-82.
Leef, E, 2001. Saber ambiental: sustentabilidade, racionalidade, complexidade e poder. Tradução de Lúcia Mathilde Endlich Orth. – Petrópolis, RJ: Vozes, pp. 11-66.
Leite, J. R. M, 2017. Manual de Direito Ambiental. São Paulo: Saraiva, pp. 08-38.
Leite, Michael Douglas Sousa. Impactos ambientais na bacia hidrográfica do rio piranhas, no percurso entre Boqueirão de Piranhas a São Gonçalo-PB. Revista Científica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento. Publicação: 07/10/2020. Disponível em: https://www.nucleodoconhe cimento.com.br/meio-ambiente/rio-piranhas#. Acesso em 22 jul. 2022. DOI: 10.32749/nucleodoconhecimento.com.br/meio-ambiente/rio-piranhas.
Lemos, H. M. de, 2018. Responsabilidade socioambiental. 2. ed. Reimpressão. – Rio de Janeiro: Editora FGV, pp 14-99.
Martins, L., 2019. Gestão dos recursos hídricos: os usos múltiplos das águas e as implicações socioambientais. Edição do Autor. Brasília-DF, pp 20-55.
Matias-Pereira, J., 2016. Manual de Metodologia da Pesquisa Científica. 4 ed. São Paulo: Atlas, pp 10-44.
Matos, E. L. de, 2018. A crise hídrica: gestão participativa, descentralizada, pactuada e sustentável. – Belo Horizonte: Del Rey, pp 08-79.
Mello, H. Compliance Ambiental aplicado às empresas, 2020. Edição do Kindle. E-book, Santos-SP, pp 18-44.
Mitra, D., 2017. El ambientalismo y la jungla urbana: Derechos em conflito y visiones contradictorias. In: Garavito, C. R. (coord.). Por um medio ambiente sano que promueva los derechos humanos en el Sur Global. – 1ª ed. – Ciudad Autónoma de Buenos Aires: Siglo Veintiuno Editores, pp 11-56.
Oliveira, I. C. S., 2020. Águas urbanas: áreas de preservação permanente (APPs) do rio Poxim em Aracaju/SE; 2020. Orientador: Prof. Dr. Jailton de Jesus Costa. Dissertação (mestrado em Desenvolvimento e Meio Ambiente) – Universidade Federal de Sergipe. – São Cristóvão, SE, pp 09-66.
Oliveira, T. R. A., 2022. Hidroterritórios da pesca artesanal no Baixo São Francisco: problemáticas (in) sustentáveis sob a ótica das comunidades pescadoras artesanais em Ilha das Flores/SE; 2022. Orientador: Prof. Dr. Jailton de Jesus Costa. Tese (Doutorado em Desenvolvimento e Meio Ambiente) – Universidade Federal de Sergipe. – São Cristóvão, SE, pp 22-46.
Pereira, L. de A. E., 2020. Migração ambiental compulsória em hidroterritórios: impactos nas famílias ocasionado pelo cinturão das águas, na região do cariri cearense. Orientadora: Profa. Dra. Izabel Cristina B. B. Zaneti. Tese (Doutorado em Desenvolvimento Sustentável) – Universidade de Brasília, 2020. – Brasília, BR, pp 16-81.
Popper, K. The Logic of Scientific Discovery. London and New York. Routledge Classics, 2002.
Rocha, A. F. da, Lucas, A. A. T.; Aguiar Netto, A. de O. (org.), 2022. 25 anos: a política de recursos hídricos em Sergipe. - 1. ed. - Aracaju, SE: Criação Editora, pp 32-105.
Rodriguez, J. M. M., Silva, E. V. da, Cavalcanti, A. P. B. C., 2017. Geoecologia das paisagens: uma visão geossistêmica da análise ambiental. Fortaleza: Edições UFC, pp 09-94.
Rodriguez, J. M. M., Silva, E. V. da., 2016. Planejamento e gestão ambiental: subsídios da geoecologia das paisagens e da teoria geossistêmica. 2. ed. Reimpressão. Fortaleza, CE: Edições UFC, pp 13-106.
Rodrigues, A. M., 2016. Processo Civil Ambiental. – 4ª edição, revista, atualizada e ampliada. – Salvador, BA: Editora JusPodivm, pp 16-89.
Sachs, I., 2008. Desenvolvimento includente, sustentável e sustentado. Rio de Janeiro: Garamond, pp 16-39.
Santos, M., 2006. A natureza e o espaço. 4 ed. São Paulo: EDUSP, pp 18-87.
Santos, R. F. dos., 2004. Planejamento ambiental: teoria e prática. São Paulo: Oficina de textos, pp 13-88.
Santos, K. N. dos., 2017. Propriedade urbana e sua função social: instrumentos de efetividade no Estatuto da Cidade. Aracaju: DireitoMais, pp 30-67.
Santos, S. S. C. dos., 2015. Conserva o quê? Para quem? Áreas protegidas e protagonistas da conservação. 1. ed. Curitiba: Appris, pp 23-84.
Saquet, M. A., 2011. Por uma geografia das territorialidades e das temporalidades: uma concepção multidimensional voltada para a cooperação e para o desenvolvimento territorial. 1. ed. São Paulo, Outras Expressões, pp 09-77.
Sergipe. Lei Estadual n° 3.870, de 25 de dezembro de 1997. Dispõe sobre a Política Estadual de Recursos Hídricos, cria o Fundo Estadual de Recursos Hídricos e o Sistema Estadual de Gerenciamento de Recursos Hídricos e dá outras providências. Disponível em: https://cdn.agenciapeixevivo.org.br/media/ 2019/06/lei_n_3-870.pdf. Acesso em 15 mai. 2021.
Sergipe. Lei Estadual nº 6.882, de 08 de abril de 2010. Dispõe sobre a Política Estadual de Educação Ambiental. Disponível em: https://semarh.se.gov.br/wp-content/uploads/2017/01/lei_n°6.882-políticaestadualdeeducaçãoambiental.pdf. Acesso em 15 mai. 2021.
Sergipe. Governo do estado de Sergipe. Secretaria de Estado do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos (SEMARH). Elaboração dos Planos das Bacias Hidrográficas dos Rios Japaratuba, Piauí e Sergipe, 2015a. Disponível em: https://www.semarh.se.gov.br/recursoshidricos/wp-content/uploads/2018/05/RE-16-Sumário-Executivo.pdf. Acesso em 02 jun. 2021.
Silva, E. O. da., 2017. Gestão ambiental urbana no poder público municipal de Aracaju: desafios e estratégias; 2017. Orientadora: Profa. Dra. Gicélia Mendes da Silva. Dissertação (Mestrado em Desenvolvimento e Meio Ambiente) – Universidade Federal de Sergipe, São Cristóvão, pp 19-148.
Silva, E. O. da., Silva, E. O. da., Silva, K. M. F. da, Santos, E. S., 2020. Temas de gestão e direito ambiental no Estado de Sergipe. – Aracaju: J. Andrade, pp 13-88.
Silva, M. G. da., 2013. Modelagem ambiental na bacia hidrográfica do rio Poxim-Açu/SE e suas relações antrópicas; 2013. Orientador: Prof. Dr. Antenor Oliveira de Aguiar Netto. Tese (Doutorado em Desenvolvimento e Meio Ambiente) – Universidade Federal de Sergipe, São Cristóvão, pp 19-85.
Soares, M. J. N. (org.), 2015. Pesquisas ambientais em foco. Aracaju: Criação, pp 23-115.
Soares, Maria José Nascimento (org.) [et al.], 2020. Abordagens múltiplas nas Ciências Ambientais. Aracaju, SE: Criação Editora, pp 22-118.
Soares, M. J. N, Jesus, R. A de, Dantas, J. O, Melo, Cláudia Fernanda Teixeira de; Santos, M. B. dos, Sousa, I. F. de (orgs)., 2023. Desenvolvimento (In)Sustentável em Sergipe: múltiplas abordagens. – 1. ed. – Aracaju, SE: Criação Editora, pp 34-72.
Sousa Silva, L. C., 2014. Fragilidade hídrica e ecodinâmica na Bacia Hidrográfica do Rio Sergipe: Desafios à Gestão das águas; 2014. Orientadora: Profa. Dra. Rosemeri Melo e Souza. Tese (Doutorado em Geografia) - Programa de Pós-Graduação em Geografia – Doutorado, UFS, São Cristóvão (SE), pp 62-121.
Sousa Silva, L. C., 2018. Normatização e gestão dos recursos hídricos em Sergipe. In: Silva, M. do S. F. da, Carvalho, M. E. S., Santos, N. D. dos; Costa, J. de J. (org.). Reflexões teórico-metodológicas & práticas pedagógicas nas ciências ambientais. São Cristóvão, SE: Editora UFS, pp 203-229.
Vasco, A. N. do, Wanderley, L. de L., Silva, M. G. da. (org.), 2014. Rio Poxim [recurso eletrônico]: o rural, o urbano e o ambiental na bacia hidrográfica. – Aracaju: IFS, pp 14-119.
Timo, P. B., 2017. Desarrollo, hábitat digno y derechos humanos en la Argentina. In: Garavito, C. R. Por um medio ambiente sano que promueva los derechos humanos en el Sur Global, - 1ª ed. – Ciudad Autónoma de Buenos Aires: Siglo Veintiuno Editores, pp 189-214.
Torres, A. T. G., 2017. Hidroterritórios (novos territórios da água): os instrumentos de gestão dos recursos hídricos e seus impactos nos arranjos territoriais. 2007. Dissertação (Mestrado em Geografia) – Universidade Federal de Paraíba, João Pessoa, pp 39-64.
Descargas
Publicado
Cómo citar
Número
Sección
Licencia
Derechos de autor 2024 Edson Oliveira da Silva Oliveira Silva, Gicélia Mendes da Silva Mendes Silva

Esta obra está bajo una licencia internacional Creative Commons Atribución 4.0.
Material protegido por derechos de autor y plagio. En caso de material protegido por derechos de autor reproducido en el manuscrito, la atribución completa debe ser informada en el texto; un documento de respaldo de la autorización debe enviarse al Consejo Editorial como documento complementario. Es responsabilidad de los autores, no de la revista o de los editores y revisores, informar en el artículo la autoría de los textos, datos, figuras, imágenes y / o mapas publicados anteriormente en otros lugares. Si existe alguna sospecha sobre la originalidad del material, el Comité Editorial puede verificar el manuscrito en busca de plagio. En los casos en que se confirme el plagio, el manuscrito será devuelto sin más revisión y sin la posibilidad de volver a enviarlo. El autoplagio (es decir, el uso de frases idénticas de documentos previamente publicados por el mismo autor) tampoco es aceptable.






