Espécies Utilizadas na Arborização Urbana de um Município Maranhense, Nordeste do Brasil: Evidências da Homogeneização Biótica
Species Used in Urban Afforestation in a Municipality of Maranhão, Northeast Brazil
DOI:
https://doi.org/10.26848/rbgf.v18.07.p5125-5141Palabras clave:
Composição florística, Conservação, SemiáridoResumen
A arborização urbana é toda a cobertura vegetal arbórea que uma cidade possui e pode favorecer o aumento da biodiversidade, melhorar o clima e gerar recursos para a fauna local. Sendo assim, este trabalho objetivou levantar a diversidade e composição de espécies que compõem a arborização urbana e verificar se há substituição de espécies nativas por espécies exóticas, caracterizando o processo de homogeneização biótica na comunidade de São Francisco do Maranhão. Foram coletados os seguintes dados quantitativos e qualitativos sobre os vegetais: altura total, altura da primeira bifurcação, circunferência a altura do peito (CAP), fitossanidade, condição do sistema radicular, área de crescimento ou área livre e a intensidade de poda. Foram analisadas 317 árvores entre 16 famílias e 32 espécies. Os indivíduos mais abundantes foram Azadirachta indica (52%) e Terminalia catappa (8%). Quando comparados os indivíduos exóticos e nativos, identificou-se diferenças significativas. Com relação às alturas dos indivíduos, 32% encontravam-se entre 2,6 a 3,5 metros e no parâmetro circunferência à altura do peito, 17% dos indivíduos encontravam-se entre 91-110 centímetros. Quanto à fitossanidade das árvores, 85% destas estavam em boas condições físicas e 52% das raízes observadas não causavam nenhum tipo de problema às calçadas. Foi possível constatar a importância das espécies exóticas localmente, principalmente A. indica. Esses resultados indicam clara diferença quanto a origem biogeográfica das espécies e evidencia que a hipótese da homogeneização foi corroborada. O ideal é que o município, por intermédio da secretaria do meio ambiente, promova trabalhos para incentivar os moradores a optarem por plantas nativas, evidenciando seus benefícios para a biodiversidade.
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