A incidência de enchentes e inundações em Belo Horizonte, Minas Gerais, entre o período de 2009 a 2023
DOI:
https://doi.org/10.26848/rbgf.v19.02.p998-1014Palabras clave:
Hidrogeografia, Planejamento Urbano, Drenagem Urbana, Enchentes e Inundações, Belo HorizonteResumen
As enchentes e inundações são desafios recorrentes para muitas das cidades brasileiras, impactando diretamente a população e a infraestrutura urbana. Este estudo buscou analisar a distribuição espacial desses eventos entre 2009 e 2023 para a cidade de Belo Horizonte, correlacionando-os com as estratégias adotadas pela gestão pública. A relevância do tema se dá pela necessidade de compreender os fatores que agravam as inundações e propor soluções sustentáveis para a drenagem urbana. Para tanto, utilizou-se uma abordagem geoespacial, baseada no cruzamento de dados fornecidos pela Defesa Civil de Belo Horizonte com análises de geoprocessamento. Foram aplicadas técnicas de densidade de Kernel, matriz de hexágonos e classificação supervisionada para avaliar a relação entre impermeabilização do solo, localização de bacias de contenção e incidência das inundações. Os resultados demonstraram que as maiores concentrações de enchentes ocorrem em áreas altamente antropizadas, especialmente ao longo de corredores viários e sub-bacias com baixa permeabilidade do solo. Observou-se um padrão cíclico de inundações associado a anomalias positivas de chuvas, além de falhas estruturais no manejo das águas urbanas. Por fim, conclui-se que a canalização de córregos e a priorização de medidas estruturais não eliminaram o problema, exigindo a adoção de estratégias complementares, como a ampliação de áreas permeáveis e soluções baseadas na natureza. O estudo reforça a necessidade de um planejamento urbano mais sustentável para mitigar os impactos das enchentes e aumentar a resiliência da cidade.
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