A estrutura espacial e a fragmentação dos habitats na mesorregião Noroeste Goiano, Estado de Goiás, Brasil.
DOI:
https://doi.org/10.26848/rbgf.v18.6.p4330-4349Palavras-chave:
Ecologia da paisagem, fragmentação, GeoprocessamentoResumo
A compreensão da configuração espacial dos habitats é fundamental para subsidiar estratégias de conservação e manejo da biodiversidade. Este estudo teve como objetivo avaliar a fragmentação dos habitats na mesorregião do Noroeste Goiano com base nos pressupostos: a) Habitat Quality Hypothesis (HQH), b) Áreas Extensas Concentradas em Único Ponto versus Fragmentos florestais remanescentes pulverizados pela Matriz do Single Large or Several Small (SLOSS) e c) Thresholds of Biodiversity Integrity (TBI)A análise foi realizada por meio de técnicas de geoprocessamento, utilizando dados da plataforma MapBiomas (Coleção 8 – ano base 2022) e o software ArcGIS com a extensão Patch Analyst. Foram aplicadas métricas como área total e média das manchas, coeficiente de variação, desvio padrão, total e densidade de bordas, índices de forma e dimensão fractal. A fragmentação espacial foi representada por meio de mapa temático elaborado com estatística Kernel. Os resultados revelaram a presença de 6.538 fragmentos médios e 841 grandes, o que difere do padrão observado em outras regiões do Brasil como o Sudeste Brasileiro. No entanto, observou-se que o processo de fragmentação continua ativo, especialmente nas áreas próximas à Planície do rio Araguaia, colocando em risco a integridade dos habitats remanescentes. Conclui-se que, embora ainda existam áreas de vegetação nativa significativas, há urgência na adoção de políticas públicas voltadas à proteção e à conectividade dos fragmentos, a fim de mitigar os efeitos da fragmentação e conservar a biodiversidade regional.
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