NUNCA FORAM ACIDENTES, SEMPRE SÃO DESASTRES E CRIMES: NARRATIVAS, DISPUTAS E RESISTÊNCIAS NA ZONA DE SACRIFÍCIO DE BARCARENA

Eunápio Dutra Carmo

Resumo


O artigo analisa a atuação do movimento social Barcarena Livre na ampliação das formas de resistências para garantir os direitos territoriais dos moradores, comunidades tradicionais e ribeirinhas de Barcarena. Problematiza os conflitos socioambientais, dando destaque para o contexto de avanço do modelo capitalista de produção da mineração e as formas de enfrentamentos dos movimentos sociais  em Barcarena. A zona de sacrifício e os desastres são inerentes ao conjunto das ações de ordenamento territorial pensado por governos e entidades do mercado. Apoia-se, criticamente, em autores como Castro (2012), Zhouri; Bolados e Castro (2016), Valencio (2007), Gudynas (2016). O movimento Barcarena Livre tem produzido contra-informação e pautado o tema dos desastres numa perspectiva contra-hegomônica e, ao mesmo tempo, há atravessamentos nas suas narrativas em direção das disputas políticas e epistêmicas que exigem novas percepções dos processos de invisibilidade de comunidades ribeirinhas e quilombolas.


Palavras-chave


Movimentos sociais; Resistências; Narrativas

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Referências


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DOI: https://doi.org/10.32359/debin2019.v2.n8.p96-125



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