Estratigrafia da faixa costeira Recife-Natal (bacias da Paraíba e da Plataforma de Natal), NE Brasil

Autores

  • José Antonio Barbosa Universidade Federal de Pernambuco
  • Virgínio Henrique Neumann Universidade Federal de Pernambuco
  • Mário Lima Filho Universidade Federal de Pernambuco
  • Ebenézer Moreno de Souza Comissão Nacional de Energia Nuclear
  • Maurílio Amâncio de Moraes Universidade Federal de Pernambuco

Palavras-chave:

Bacia da Paraíba, bacias marginais, Estratigrafia

Resumo

Este trabalho apresenta novos dados a respeito da estratigrafia da faixa costeira Recife-Natal, englobando as bacias costeiras da Paraíba e da Plataforma de Natal. A partir da análise dos registros de 430 poços na área estudada foram elaborados mapas de isópacas das unidades litoestratigráficas, o que permitiu verificar a ocorrência de cada unidade interpretada e sua espessura. As formações Beberibe, Itamaracá, Gramame e Maria Farinha, abrangendo desde o Coniaciano? – Santoniano até o Paleoceno, apresentam-se restritas aos domínios da Bacia da Paraíba, sendo sua deposição limitada na faixa costeira dessa bacia a sul pela Zona de Cisalhamento de Pernambuco (ZCPE), e a norte pela Zona de Cisalhamento Patos (ZCPA). Ao norte da ZCPA, até o norte da cidade de Natal, ocorrem as sub-bacias Canguaretama e Natal, aqui denominadas como Plataforma de Natal, cujos estratos de sua seção basal são associados à Formação Jandaíra da Bacia Potiguar. A seção superior dos estratos carbonáticos desse setor é de idade campaniana-maastrichtiana e pode ser correlacionada com a plataforma carbonática Gramame da Bacia da Paraíba, tendo sido ambas depositadas durante um estágio de mar alto que se seguiu a uma rápida transgressão que recobriu toda a faixa a partir do Neo-Campaniano. As diferenças na topografia da rampa estrutural que caracteriza o embasamento de toda a faixa teriam controlado a natureza dos depósitos nas duas bacias, separadas pela ZCPA. Essa rampa apresenta maior gradiente na Bacia da Paraíba, o que permitiu a instalação de uma plataforma dominada por lama carbonática, enquanto que nas sub-bacias a norte da ZCPA, onde sempre permaneceu “alta” e menos inclinada, instalou-se uma plataforma bastante rasa, restrita e com deposição mista, com forte influência de siliciclastos.

Referências

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Publicado

2007-07-01

Como Citar

Barbosa, J. A., Neumann, V. H., Lima Filho, M., Souza, E. M. de, & Moraes, M. A. de. (2007). Estratigrafia da faixa costeira Recife-Natal (bacias da Paraíba e da Plataforma de Natal), NE Brasil. Estudos Geológicos, 17(2), 3–30. Recuperado de https://periodicos.ufpe.br/revistas/estudosgeologicos/article/view/259738

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