Padrão de fraturamento nos calcários laminados aptianos da região de Nova Olinda-Santana do Cariri, Bacia do Araripe: uma aplicação da técnica de escalas
Palavras-chave:
Bacia do Araripe, Fraturas abertas, Reservatórios carbonáticos fraturados, Técnicas de EscalasResumo
As fraturas influenciam as respostas dos perfis de resistividade, densidade e de raios-gama, e o fluxo de fluidos. Para o estudo de fraturas nos calcários aptianos do Araripe foi escolhida uma área piloto (Pedreira do Idemar, região de Nova Olinda-Santana do Cariri, Ceará) para a execução de um scanline. O scanline realizado na bancada foi de 10m de extensão, e, no mesmo, foram medidas 14 fraturas. A direção (315 Az) do scanline foi perpendicular à da maioria das fraturas na bancada (230 Az). As espessuras das fraturas variaram de 0,09 a 10 mm. Foi construído um gráfico de distribuição de abertura das fraturas, da freqüência acumulada (F) versus abertura (b), o qual apresentou um índice de correlação R2= 0,9885, com F = 0,361b-0,6118. Da análise do gráfico, foram feitas as seguintes observações: a) a abertura máxima, das fraturas, observada no intervalo de 0,01 a 100 mm, foi de 60 mm, b) a densidade das fraturas abertas no mesmo intervalo anterior foi de 0,226 fratura/m, c) o espaçamento médio das fraturas abertas foi de 4,42 m, d) a densidade da fratura mais espessa foi de 0,02948 fraturas/m, e) o espaçamento médio das fraturas mais espessas foi de 33,91 m. A partir de uma descrição detalhada sobre o padrão de fraturamento a macro e a microescala e a utililização da Técnica de Escalas, as informações poderão ser aplicadas no auxílio da modelagem de fluxo de fluidos em reservatórios carbonáticos análogos.Pelos resultados da pesquisa pode-se concluir que as rochas carbonáticas (mármores e calcários) são mais susceptíveis aos processos de alteração em relação às rochas silicáticas (granitos), devido em grande parte, à sua constituição mineral, apresentando, portanto, uma menor durabilidade.
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