Estratigrafia do neógeno na região oeste da planície do Recife, a partir de sondagens na Cidade Universitária (campus UFPE)

Autores

  • Ebenézer Moreno de Souza1,2 Universidade Federal de Pernambuco
  • Virgínio Henrique Neumann Universidade Federal de Pernambuco
  • Mário de Lima Filho Universidade Federal de Pernambuco
  • Crescêncio Andrade Silva Filho Universidade Federal de Pernambuco
  • Emerson Emiliano Farias Universidade Federal de Pernambuco
  • Elvis J. França Universidade Federal de Pernambuco

DOI:

https://doi.org/10.18190/1980-8208/estudosgeologicos.v25n2p15-38

Palavras-chave:

estratigrafia da planície do Recife, terraços pleistocênicos, terraços holocênicos, neógeno, paleogeografia

Resumo

Este trabalho visa apresentar a estratigrafia no final do Neógeno, da parte oeste da planície recifense, a partir de dados de sondagens na Cidade Universitária. O resultado da interpretação geológica das sondagens foi comparado com dados da evolução da costa atlântica nordestina e da planície recifense como um todo. A faixa sedimentar costeira norte pernambucana, apresenta um relevo entrecortado por pequenas baías que avançam entre 10 e 15 km continente adentro, como no caso da planície recifense. Essas paleoenseadas são preenchidas por sedimentação flúvio-marinha, deixando como testemunho os terraços pleistocênicos e holocênicos que compõem a planície atual. As informações foram coletadas em poços no Campus da UFPE, na Cidade Universitária, que se localiza na região oeste do Recife. Cinco sondagens atingiram a rocha cristalina, na profundidade média de 40 m, e doze chegaram a profundidades em torno de 20 metros. O furo S.2 foi tomado como representativo, pois, além de alcançar o embasamento cristalino (40 m de profundidade) e ter sido o que houve melhor recuperação, se encontra localizado na porção central da área estudada e nele houve amostragem a cada meio metro. As amostras foram analisadas em dois equipamentos de análises químicas (ICP-MS e AAS) do Laboratório de Análises Ambientais do Centro Regional de Ciências Nucleares do Nordeste (CRCN-NE), e o resultado das análises permitiu a separação entre rochas cristalinas e rochas sedimentares e, nestas últimas, material retrabalhado, terraços marinhos pleistocênicos e terraços continentais holocênicos. Identificou-se um enorme hiato de deposição entre o cristalino e os terraços, indicando grande erosão nesse intervalo de tempo, ou não deposição nesta região dos sedimentos da Bacia da Paraíba.

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Publicado

2015-07-01

Como Citar

Souza1,2, E. M. de, Neumann, V. H., Lima Filho, M. de, Silva Filho, C. A., Farias, E. E., & França, E. J. (2015). Estratigrafia do neógeno na região oeste da planície do Recife, a partir de sondagens na Cidade Universitária (campus UFPE). Estudos Geológicos, 25(2), 15–38. https://doi.org/10.18190/1980-8208/estudosgeologicos.v25n2p15-38

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