Da bruxaria à jornada da heroína: uma análise da personagem tituba em Eu, Tituba: bruxa negra de Salém

Autores

DOI:

https://doi.org/10.51359/1984-7408.2025.266085

Palavras-chave:

Tituba, bruxas, jornada da heroína, marginalização, Eu, Tituba: bruxa negra de Salém

Resumo

O presente estudo foi realizado com o objetivo de examinar e analisar a representação da personagem ‘bruxa’ no romance Eu, Tituba: Bruxa Negra de Salém (2019) de Maryse Condé, pelo viés humanizado e heroico que a escritora apresenta. Historicamente, de acordo com os estudos de Russell e Alexander no livro História da Bruxaria (2019), a figura da bruxa tem sido associada ao antagonismo, retratada como uma ameaça ou vilã, refletindo uma longa tradição de marginalização em que, conhecimentos naturais e práticas espirituais, são tratados com desprezo. Mas, como a bruxa se torna heroína na obra Eu, Tituba: Bruxa Negra de Salém? Este estudo também utiliza a teoria de Maureen Murdock na obra A Jornada da Heroína (2022) para argumentar que Tituba, em vez de ser uma vilã, é uma heroína que enfrenta a opressão, redefinindo assim o papel da bruxa na literatura. A análise qualitativa da personagem mostra como Tituba representa uma nova perspectiva sobre o feminino e a bruxaria, quebrando narrativas habituais e oferecendo uma visão mais complexa e empoderada.

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Publicado

28-04-2026

Como Citar

Souza, E. B. da S. (2026). Da bruxaria à jornada da heroína: uma análise da personagem tituba em Eu, Tituba: bruxa negra de Salém. Ao Pé Da Letra, 27(2), 88–106. https://doi.org/10.51359/1984-7408.2025.266085

Edição

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Artigos