Identidade entre o sujeito, a galinha e “Une poule”
DOI:
https://doi.org/10.51359/1984-7408.2025.268001Palabras clave:
Tradução literária, Clarice Lispector, Identidade, AlteridadeResumen
O artigo analisa o conto "Uma galinha", de Clarice Lispector, e sua tradução para o francês, "Une poule", de Jacques e Teresa Thiériot, discutindo as complexas relações entre literatura, tradução e cultura. A partir de uma abordagem teórica fundamentada em Antoine Berman, Jacques Derrida e Roman Jakobson, o estudo explora como a tradução reflete tensões culturais e identitárias, destacando o papel da tradução na construção de sentido. O conto, que tensiona as fronteiras entre humano e não-humano, é lido como uma metáfora da fragmentação da identidade no século XX, no qual o animal é a alteridade central. Por meio da análise comparativa entre o texto original e sua tradução, destacam-se as escolhas tradutórias que ampliam os significados da obra ao integrá-la à cultura de chegada. Além disso, discute-se o protagonismo animal como um recurso estilístico e filosófico na obra de Lispector, abordando os desafios e possibilidades da tradução literária enquanto prática ética e criativa.
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