O discurso cientificista sobre a histeria em O homem, de Aluísio Azevedo
DOI:
https://doi.org/10.51359/1984-7408.2025.269243Palavras-chave:
Aluísio Azevedo, literatura brasileira, naturalismo, cientificismoResumo
Este artigo analisa o romance O homem (1887), de Aluísio Azevedo, propondo uma leitura que se afasta da perspectiva analógica (Süssekind, 1984) tradicionalmente atribuída ao Naturalismo brasileiro, frequentemente reduzido a mero reflexo do cientificismo oitocentista. Ancorada nas contribuições de Bulhões (2003), Süssekind (1984), Sodré (1965) e Foucault (1999), esta pesquisa examina de que modo o discurso cientificista — especialmente o positivismo, o determinismo e a medicalização dos comportamentos — atravessa a narrativa, tensionando-a e sendo por ela ressignificado. Ao analisar a articulação entre discurso científico, representação do corpo e tensão entre razão e desejo, o trabalho demonstra que O homem não apenas reproduz o imaginário médico do século XIX, mas também evidencia suas contradições, funcionando como um espaço de produção de saber e problematização dos limites da ciência na ficção naturalista brasileira.
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