Estudo de Ilhas de Calor no Município de Maceió/AL, por meio de Dados Orbitais do Landsat 5 (Heat Islands in the City of Maceió/AL using Orbital Data from Landsat 5)

Dimas Barros Santiago, Heliofábio Barros Gomes

Resumo


Nas últimas décadas, o processo de urbanização se expandiu de forma muito rápida e, atualmente, metade da população do planeta, vive em áreas urbanas (MENDONÇA, 2009, p. 175). Assim a cidade tornou-se a maior forma de expressão das modificações antropogênica, onde fica nítida a relação conturbada entre o homem e a natureza. Para a pesquisa foram utilizadas 3 imagens obtidas pelo satélite Landsat 5-TM, adquiridas no Catálogo de Imagens - DGI - INPE (http://www.dgi.inpe.br/CDSR/). As imagens constam de 7 bandas espectrais cada uma. As imagens correspondem à passagem do satélite pelo quadrante órbita/ ponto 214-67 em 03/09/2003, 26/08/2006 e 17/03/2011. Foram obtidos dados horários de temperatura do ar no site do BDMEP/INMET (http://www.inmet.gov.br/projetos/rede/pesquisa/), da estação localizada na Universidade Federal de Alagoas. O processamento das imagens foi desenvolvido através de modelos da ferramenta Model Maker do software ERDAS Imagine 9.2 e QGIS 2.12, gerando o mapeamento da temperatura na superfície terrestre, que serviu como base para a identificação das ilhas de calor. Diante do exposto, buscou identificar e analisar através das imagens do satélite TM Landsat 5, a temperatura da superfície terrestre da cidade de Maceió/AL destacando as áreas com maiores temperaturas, e identificando o efeito das ilhas de calor na zona urbana da cidade. Os resultados mostraram as variações espaciais de temperatura quando comparado à malha urbana com a zona rural, caracterizando assim o fenômeno de ilhas de calor. Observou-se o aumento das temperaturas de superfície quanto ao desenvolvimento da malha urbana e a variação temporal, destaque para o ano de 2011, onde ficaram notório os valores maiores que 35 °C com tonalidades em preto, onde a cidade tem maior densidade construída. Estes resultados poderão servir de subsídios na elaboração de estratégias para minimizar o desconforto térmico das áreas onde ocorrem ilhas de calor.

Palavras-chave


Ilha de Calor, Sensoriamento Remoto, Temperatura de Superfície, Maceió-AL

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DOI: https://doi.org/10.26848/rbgf.v9.3.p793-803



      

Revista Brasileira de Geografia Física - ISSN: 1984-2295

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