Qualidade da água e mapeamento participativo da pesca desenvolvida no baixo curso do rio Poti no município de Teresina – PI
DOI:
https://doi.org/10.26848/rbgf.v16.4.p2212-2227Palavras-chave:
poluição hídrica, urbanização, mapeamento participativo, perca artesanal, índice de qualidade da água.Resumo
Os rios que fluem por áreas urbanas densamente povoadas sofrem a influência direta da ação antrópica, principalmente pelo lançamento de resíduos sem o devido tratamento. A pesca artesanal possui um papel importante para as comunidades ribeirinhas em várias regiões do Brasil, destacando-se como atividade econômica importante, proporcionando alimentos e gerando renda para essas comunidades. Foi realizado o monitoramento dos parâmetros de qualidade de água do rio Poti entre novembro de 2020 a julho de 2021 em sete pontos distribuídos ao longo de 47 km desde a Ponte do Rodoanel até seu encontro com o rio Parnaíba. Os resultados obtidos quanto ao Índice de Qualidade de Água (IQA) classificou como boa a água do rio Poti na maior parte do trecho estudado, mas com grande aumento da concentração de coliformes termotolerantes, principalmente nos pontos P-4 e P-5, que se localizam em regiões densamente povoadas. A pesca artesanal é a principal fonte de renda para os pescadores dessa região, cuja renda familiar é de até um salário mínimo (97%). Os pescadores possuem baixa escolaridade, dependem do seguro defeso para complementar a renda e 70% exercem a atividade de pesca a mais de dez anos. A construção do mapa participativo da pesca mostrou que o pescador conhece seu território e pode contribuir de forma significativa para a elaboração de políticas públicas que gerem desenvolvimento para sua atividade, sendo agente ativo de mudança, respeitando o meio ambiente e melhorando sua vida.
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