Qualidade da água e mapeamento participativo da pesca desenvolvida no baixo curso do rio Poti no município de Teresina – PI

Autores

  • Fernando Antonio Carneiro de Carvalho Universidade Federal do Piauí
  • Gustavo Souza Valladares Universidade Federal do Piauí (UFPI)
  • Carlos Ernando da Silva Universidade Federal do Piauí (UFPI)

DOI:

https://doi.org/10.26848/rbgf.v16.4.p2212-2227

Palavras-chave:

poluição hídrica, urbanização, mapeamento participativo, perca artesanal, índice de qualidade da água.

Resumo

Os rios que fluem por áreas urbanas densamente povoadas sofrem a influência direta da ação antrópica, principalmente pelo lançamento de resíduos sem o devido tratamento. A pesca artesanal possui um papel importante para as comunidades ribeirinhas em várias regiões do Brasil, destacando-se como atividade econômica importante, proporcionando alimentos e gerando renda para essas comunidades. Foi realizado o monitoramento dos parâmetros de qualidade de água do rio Poti entre novembro de 2020 a julho de 2021 em sete pontos distribuídos ao longo de 47 km desde a Ponte do Rodoanel até seu encontro com o rio Parnaíba. Os resultados obtidos quanto ao Índice de Qualidade de Água (IQA) classificou como boa a água do rio Poti na maior parte do trecho estudado, mas com grande aumento da concentração de coliformes termotolerantes, principalmente nos pontos P-4 e P-5, que se localizam em regiões densamente povoadas. A pesca artesanal é a principal fonte de renda para os pescadores dessa região, cuja renda familiar é de até um salário mínimo (97%). Os pescadores possuem baixa escolaridade, dependem do seguro defeso para complementar a renda e 70% exercem a atividade de pesca a mais de dez anos. A construção do mapa participativo da pesca mostrou que o pescador conhece seu território e pode contribuir de forma significativa para a elaboração de políticas públicas que gerem desenvolvimento para sua atividade, sendo agente ativo de mudança, respeitando o meio ambiente e melhorando sua vida.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Fernando Antonio Carneiro de Carvalho, Universidade Federal do Piauí

Mestrando em Geografia pelo Programa de Pós-Graduação em Geografia, Universidade Federal do Piauí (UFPI). Engenheiro de Pesca pela Universidade Federal do Ceará (UFC)

Gustavo Souza Valladares, Universidade Federal do Piauí (UFPI)

Doutor em Agronomia – Ciência do Solo, Professor Associado da Universidade Federal do Piauí (UFPI)

Carlos Ernando da Silva, Universidade Federal do Piauí (UFPI)

Doutor em Engenharia Química pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Professor Titular da Universidade Federal do Piauí (UFPI).

Referências

Abreu, L. E. Atividade pesqueira no cais do rio Poti em Teresina – PI: Análise socioeconômica e diversidade de peixes. Belém, PA, p.38-41, 2009.

APHA. American Public Health Association. Standard Methods for the

Examination Water and Wastewater. 21. ed. Washington: American Public Health

Association, 2005, 1083p.

ANA - Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico. Avaliação da oferta de água para abastecimento urbano no Brasil - mananciais e sistemas de produção de água. Brasília, 2021.

BRASIL. Projeto Radam. Folha SB. 23 – Teresina e parte da folha SB

– Jaguaribe, textos e mapas. Rio de Janeiro, SUDENE, 1973, v. 2.

BRASIL. Conselho Nacional do Meio Ambiente. Resolução nº 357 de 17 de março de 2005. Dispõe sobre a classificação dos corpos d’água e diretrizes ambientais para o seu enquadramento, bem como estabelece as condições e padrões de lançamento de efluentes. Diário Oficial da União, Brasília, 18 de abr. de 2021.

CETESB. Índices de Qualidade das Águas. Série de relatórios, Apêndice C, 31 p., 2015.

CETESB - Companhia Ambiental do Estado de SÃO PAULO. Qualidade das águas interiores no estado de São Paulo-2017. São Paulo: CETESB, 2018. Disponível em: <https://cetesb.sp.gov.br/aguasinteriores/wp-content/uploads/sites/12/2018/06/Ap%C3%AAndice-D-%C3%8Dndices-de-Qualidade-das-%C3%81guas.pdf>. Acesso em: 17 jun 2021

CONAMA. Conselho Nacional de Meio Ambiente –. Resolução nº 357, de 17 de março de 2005: dispõe sobre a classificação dos corpos de água e diretrizes ambientais para o seu enquadramento, bem como estabelece as condições e padrões de lançamento de efluentes,

e dá outras providências. Diário oficial [da] União, Brasília, n. 53, 18 mar., p. 58-63. 2005.

FAO. 2022. The State of World Fisheries and Aquaculture 2022. Towards Blue Transformation. Rome, FAO. Disponível em: <https://doi.org/10.4060/cc0461en>. Acesso em: 25 de mar 2023

FAO - Organização das Nações Unidas para Alimentação e a Agricultura. FAOSTAT. Dados. Disponível em: <http://www.fao.org/faostat/es/#data>. Acesso em: 29 de mar 2021.

FIDA, Fundo Internacional de Desarrollo Agricola. Buenas práticas en cartografía

participativa, 2009. Disponível em:<http://www.ifad.org/pub/map/pm_web_s.pdf> Acesso em: 29 abr. 2021.

Hagemann, S. E.; Gastaldini, M. do C. C. Variação da qualidade da água de chuva com a precipitação: aplicação à cidade de Santa Maria - RS. RBRH, Porto Alegre, v. 21, n. 3, p. 525-536, set. 2016. DOI: 10.1590/2318-0331.011615010. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_abstract&pid=S2318- 03312016000300525&lng=en&nrm=iso&tlng=pt Acesso em: 20 dez. 2021.

IFAD - International Fund for Agricultural Development. Good Practices in participatory mapping. 2009.

Lima, Iracilde M. Moura Fé . Morfodinâmica da porção Centro-norte do Piauí. 2013. 309f. Tese (Doutorado), Programa de Pós-Graduação em Geografia da Universidade Federal de Minas Gerais. Belo Horizonte: UFMGIGC, 2013.

Lima, Iracilde M. Moura Fé. Bacia Hidrográfica do rio Poti: ambientes e paisagens de transição. Rio Poti o Caminho de suas Águas. 2020. Disponível em: < https://www.ufpi.br/ultimas-noticias-ufpi/35992-livro-rio-poti-caminhos-de-suas-aguas-tem-seu-lancamento-on-line-por-professores-da-ufpi>. Acesso em: 05 dez. 2021.

Marmontel, C. V. F.; Rodrigues, V. A. Parâmetros Indicativos para qualidade da água em nascentes com diferentes coberturas de terra e conservação da vegetação ciliar. Floresta e Ambiente, v. 22, n. 2, p. 171-181, 2015. DOI: http://dx.doi.org/10.1590/2179-8087.082014. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S2179-

&lng=pt&tlng=pt. Acesso em: Acesso em: 21 dez. 2021.

Medeiros, W. M. V.; Silva, C. E.; Lins, R. P. M. Avaliação sazonal e espacial da

qualidade das águas superficiais da bacia hidrográfica do rio Longá, Piauí, Brasil. Rev.

Ambient. Água, Taubaté, v. 13, n. 2, e2054, 2018. https://dx.doi.org/10.4136/ambi-agua.2054. Acesso em: 21 nov. 2022.

Oliveira, L. F.; Oliveira, B. O. S.; Lima, L. B. Avaliação da qualidade da água de três córregos na área urbana de Humaitá-AM. Revista de Ciências Ambientais, Canoas, v. 12, n. 3, p. 25-33, 2018. Disponível em: http://dx.doi.org/10.18316/rca.v12i3.3606. Disponível em:

https://revistas.unilasalle.edu.br/index.php/Rbca/article/view/3606. Acesso em: 22 jan. 2021.

Oliveira, Livânia Norberta de. Estudo da variabilidade sazonal da qualidade da água do rio Poti em Teresina e suas implicações na população local. 2012, 113f. Dissertação do Mestrado em Desenvolvimento e Meio Ambiente. Universidade Federal do Piauí, Teresina, 2012

Piratoba, Alba Rocio Aguilar. Caracterização de parâmetros de qualidade da água na área portuária de Barcarena, PA, Brasil. 2017. Disponível em: https://www.scielo.br/j/ambiagua/a/f45JMMTdfXvPWLmM6mbDX6K/abstract/?lang=pt. Acesso em 21 jan. 2021.

PMT. Prefeitura Municipal de Teresina. Plano Municipal de Saneamento Básico de Teresina-PI, 2018. http://semplan.35.193.186.134.xip.io/wpcontent/uploads/sites/39/2018/04/PRODUTO-FINAL-PMSB-28.03-.pdf. Acesso em: 15 dez.2021.

Rambaldi, G.; Chambers, R.; Mccall, M.; Fox, J. Practical ethics for PGIS practitioners, facilitators, technology intermediaries and researchers. Participatory learning and action, 2006, n.54, p.106-113.

Shil’ Krot, G. S.; Yasinskii, S. V. Spatial and Temporal Variability of Biogenic Elements Flow and Water Quality in a Small River, Moscow, Russia. Water Resour. N° 29, p. 312-318, 2002.

Silva, G. C. da.; Goncalves, C. U. Análise da cartografia social na autorrepresentação das comunidades tradicionais e o conflito do desenvolvimento. Revista de Geografia (Recife), v. 36, n. 2, 194‐204p, 2019.

Silva, J.R.L da.; Montenegro, A.A. de A.; Monteiro, A.L.N.; Silva Júnior, V.

de P e. Modelagem da dinâmica de umidade do solo em diferentes condições de cobertura no semiárido pernambucano. Rev. Bras. Ciência Agrária. Recife, v.10, n.2, p.293-303, 2015.

Soares, Rafael Diego Barbosa; da Cruz, Ronne Wesley Lopes; DA SILVA, Carlos

Ernando. A influência da precipitação na variabilidade da qualidade da água do rio

Parnaíba/The influence of precipitation on the water quality variability of the Parnaiba River.

Brazilian Journal of Development, v. 5, n. 9, p. 16645-16674, 2019.

Sobrinho, José Antonio Gomes Teixeira. Atividade Pesqueira no Rio Poti, Teresina, Piauí: Degradação Ambiental e suas Relações com a Pesca Artesanal no Bairro Poti Velho. Monografia do Curso de Gestão Ambiental do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Piauí. Teresina, 2017.

Trata Brasil, Instituto. Ranking do Saneamento das 100 Maiores Cidades – 2023. Disponível em:

<https://tratabrasil.org.br/wp-content/uploads/2023/03/Versao-Final-do-Relatorio_Ranking-do-Saneamento-de-2023-2023.03.10.pdf>. Acesso em 10 mai. 2023.

UNESCO. World Water Development Report: Water for a sustainable world (WWDR

. Paris, 2021. https://unesdoc.unesco.org/ark:/48223/pf0000375751_por. Acesso em: 25 mar. 2023.

Downloads

Publicado

2023-07-25

Como Citar

Carneiro de Carvalho, F. A., Valladares, G. S., & da Silva, C. E. (2023). Qualidade da água e mapeamento participativo da pesca desenvolvida no baixo curso do rio Poti no município de Teresina – PI. Revista Brasileira De Geografia Física, 16(4), 2212–2227. https://doi.org/10.26848/rbgf.v16.4.p2212-2227

Edição

Seção

Hidrogeografia e Recursos Hídricos

Artigos Semelhantes

1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 > >> 

Você também pode iniciar uma pesquisa avançada por similaridade para este artigo.

Artigos mais lidos pelo mesmo(s) autor(es)