Classificação da Precipitação Diária e Impactos Decorrentes dos Desastres Associados às Chuvas na Cidade do Recife-PE
DOI:
https://doi.org/10.26848/rbgf.v5i2.232788Palabras clave:
Precipitação pluviométrica, quantis, impactos, desastres.Resumen
Dados de precipitação diária foram usados para determinar e classificar limiares da precipitação pluviométrica, assim como avaliar os impactos sociais, econômicos e ambientais decorrentes dos desastres associados às chuvas na cidade do Recife-PE. Com base na técnica dos quantis, a precipitação diária (P, em mm) foi dividida nas seguintes classes: Dia Seco (DS): P < 2,2; Chuva muito fraca (Cmf): 2,2 ≤ P < 4,2; Chuva fraca (Cf): 4,2 ≤ P < 8,4; Chuva Moderada (CM): 8,4 ≤ P < 18,6; Chuva Forte (CF): 18,6 ≤ P < 55,3; Chuva Muito Forte (CMF): P ≥ 55,3. Os resultados evidenciaram que quando há registros de precipitação dentro das classes de Chuva Muito Forte e Forte, sempre há escorregamentos e muitos pontos de alagamentos. As chuvas de intensidade Moderada também podem desencadear escorregamentos, principalmente pontos de alagamentos. Não houve ocorrência de danos associados à Chuva fraca, porém, quando há registros de precipitação em dias consecutivos anteriores a um evento de Chuva fraca, com acumulado superior a 30 mm, podem ocorrer escorregamentos. Dias consecutivos com chuvas anteriores a um evento de Chuva Muito Forte, Forte e Moderada contribuem ainda mais para a ocorrência de desastres. Apesar dos eventos extremos de chuvas intensas serem observados principalmente entre os meses de março e julho, tais eventos podem ocorrer nas demais épocas do ano. Verificou-se que é frequente a ocorrência de escorregamentos e alagamentos decorrentes das chuvas, associada à falta de infraestrutura, aliado principalmente às condições sociais e econômicas da população.
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Derechos de autor 2012 Werônica Meira Souza, Pedro Vieira de Azevedo, Lincoln Eloi de Araújo

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