LEVANTAMENTO DE GRUPOS DA MACROFAUNA EPÍGEA EM ÁREA CULTIVADA COM CAPIM-ELEFANTE

Autores/as

DOI:

https://doi.org/10.26848/rbgf.v16.5.p2910-2919

Palabras clave:

artrópodes edáficos, bioindicadores, Pennisetum purpureum

Resumen

Os organismos da macrofauna epígea são componentes da biota do solo, com diversas funções, entre elas, a fragmentação dos resíduos vegetais, a predação e a estruturação do solo. O objetivo deste trabalho foi analisar a macrofauna epígea em área de capim-elefante (Pennisetum purpureum Schum.). A pesquisa foi realizada no período de janeiro a fevereiro de 2022, no Parque de Exposições Dirceu Arcoverde, localizado na cidade de Teresina, Piauí. Foram selecionadas duas áreas, uma com capim-elefante e outra área de mata nativa secundária. Em cada área foram demarcados cinco pontos em um transecto, totalizando dez pontos amostrais. Para as coletas dos organismos utilizamos armadilhas de queda do tipo Provid, que permaneceram nas duas áreas por 96 horas. A temperatura da superfície do solo foi aferida com termômetro digital e o conteúdo de água do solo determinou-se pelo método gravimétrico, na camada de 0-10 cm do solo. Os organismos foram identificados em nível de classe e ordem. Para avaliação da diversidade da macrofauna foram utilizados os índices de diversidade de Shannon-Wiener, e parâmetros descritivos para a temperatura do solo e conteúdo de água do solo. A correlação da riqueza e abundância da macrofauna epígea com as demais variáveis do ambiente foi analisada através de matriz de correlação. Foram coletados 847 espécimes, com diversidade de dezeseis Ordens. A Ordem Hymenoptera representou 49,94% seguido pela Araneae 16,53% e Opiliones 10,74% dos indivíduos capturados. A área de mata nativa apresentou um maior indice de diversidade em relação a área de capim-elefante. Portanto, o cultivo da forrageira propiciou a presença de importantes grupos faunístico para o sistema solo-planta desempenhando riqueza no serviços ambientais.

Descargas

Los datos de descargas todavía no están disponibles.

Biografía del autor/a

Rafael Lima de Carvalho, Universidade Federal da Grande Dourados

Mestrando em Agronomia, Programa de Pós-graduação em Agronomia, Universidade Federal da Grande Dourados - UFGD, Dourados-MS, Brasil.

Railson Alves Santos, Universidade estadual do Piauí - UESPI

Bacharel em Engenharia Agronômica

Diogo De Souza Ferraz, Universidade Estadual do Piauí (UESPI)

Professor titular CCA - Agronomia Universidade Estadual do Piauí (UESPI), 64.002-150 Teresina-PI, Brasil.

Eline Chaves de Abreu Almendra , Universidade Estadual do Piauí (UESPI)

Professora titular CCA - Agronomia Universidade Estadual do Piauí (UESPI), 64.002-150 Teresina-PI, Brasil.

Silvia Correa Santos, Universidade Federal da Grande Dourados

Professora  Titular da Faculdade de Ciencias Agraria- FCA, Universidade Federal da Grande Dourados, Dourados- MS

Renan Marre Biazatti , Universidade Federal da Grande Dourados

Professor Voluntário na Faculdade de Ciencias Agrárias e Doutorando  em Agronomia, Programa de Pós-graduação em Agronomia, Universidade Federal da Grande Dourados, Dourados-MS,Brasil.

Bruno Lenhart Pinheiro, Universidade Federal da Grande Dourados

Mestrando  em Agronomia, Programa de Pós-graduação em Agronomia, Universidade Federal da Grande Dourados, Dourados-MS, Brasil.

Natalia Dias Lima, Universidade Federal da Grande Dourados

Doutoranda  em Agronomia, Programa de Pós-graduação em Agronomia, Universidade Federal da Grande Dourados, Dourados-MS,Brasil.

Citas

Al-kaisi, M.; Lowery, B. 2017. Soil health and intensification of agroecosystems. 1 ed. Londres: Elsevier, p. 395.

Amaral, A. A., & Santos, G. M. (2015). Artrópodes do solo em áreas antrópicas com diferentes coberturas vegetais. Enciclopédia Biosfera, 11(22), 62-71.

Andrade Júnior, A. S., Bastos, E. A., Silva, C. O., Gomes, A. A. N., Figueredo Júnior, L. G. M. (2004). Atlas climatológica do Estado do Piauí. Embrapa Meio-Norte. (Documentos, 151).

Antoniolli, Z. I., Conceição, P. C., Bock, V., Port, O., Silva, D. M., Silva, R. F. (2006). Método alternativo para estudar a fauna do solo. Ciência Florestal, 16 (4), 407-417. https://doi.org/10.5902/198050981922

Araújo, C. A., Araújo, Y. A., Gois, G. C., Campos, F. S., Lima, D. O., SILVA, J. K. B., Pereira, P. H. B., Santos, N. S. (2020). Pastagens cultivadas como modificadoras dos padrões ecológicos dos organismos edáficos. Research, Society and Development, 9(9), 1-15. http://dx.doi.org/10.33448/rsd-v9i9.68471

Araújo, V. S., Nobre, R. S., Mendes, I. H. S. F., Carvalho, A. C. C., Santos, C. M., Rezende, J. S. (2021). Efeito de usos e manejos agrícolas do solo no semiárido piauiense na macrofauna e carbono orgânico no solo. Revista Brasileira de Agropecuária Sustentável, 11(1), 161-172. https://doi.org/10.21206/rbas.v11i1.12324

Ayres, M., Ayres Junior, M., Ayres, D. L., Santos, A. A. S. (2007). BioEstat 5.0.: aplicações estatísticas nas áreas das Ciências Biomédicas. Sociedade Civil Mamirauá. Disponível: https://www.researchgate.net/profile/Alex-De-Assis-Dos-Santos-2/publication/263608962_BIOESTAT_-_aplicacoes_estatisticas_nas_areas_das_Ciencias_Bio-Medicas/links/02e7e53b598e69ebfe000000/BIOESTAT-aplicacoes-estatisticas-nas-areas-das-Ciencias-Bio-Medicas.pdf.

Baretta, D., Santos, J. C. P., Segat, J. C., Geremia, E. V., Oliveira Filho, L. C. I., Alves, M. V. (2011). Fauna edáfica e qualidade do solo. In O. Klauberg-Filho, A. L. Mafra (Org.), Tópicos em Ciência do Solo, (Vol.7, pp. 119-170). Viçosa: Sociedade Brasileira de Ciência do Solo.

Cabrera-Mireles, H., Murillo-Cuevas, F. D., Adame-García, J. Fernández-Viveros, J. A. (2019). Impacto del uso del suelo sobre la meso y macrofauna edáfica en caña de azúcar y pasto. Tropical and Subtropical Agroecosystems, 22(1), 33-43.

Carvalho, D. L. C. F., Ferraz, D. S., Leal, F. R. R., Costa, M. J. (2020). Levantamento de grupos da macrofauna epígea e serapilheira acumulada em diferentes usos do solo. In G. S. Azar, W. R. L. S. Pessoa, D. C. Grangeiro (Org.), Pesquisas no Semiárido Piauiense (Vol. 6, pp. 205-2017). CRV.

Castle, S. E., Miller, D. C., Merten, N., Ordonez, P. J., & Baylis, K. (2022). Evidence for the impacts of agroforestry on ecosystem services and human well-being in high-income countries: a systematic map. Environmental Evidence, 11(1), 1-27. https://doi.org/10.1186/s13750-022-00260-4

Comparsi, D. M., Feltrin, B. C., Santos, M. S. B., Sapateiro, M. F., Ragonha, F. H. (2021). Alterações na composição, diversidade e abundância da fauna edáfica ocasionadas pelo efeito de borda em um fragmento urbano de Mata Atlântica. Arquivos do Mudi, 25(2), 71-90. https://doi.org/10.4025/arqmudi.v25i2.58086

Emerenciano Neto, J. V., Bezerra, M. G. D. S., França, A. F. D., Aguiar, E. M. D., Difante, G. D. S. (2019). Structural and productive characteristics in intraspecific and interspecific hybrids of elephantgrass. Ciência Animal Brasileira, 20(1), 1-11. https://doi.org/10.1590/1809-6891v20e-46788

Feigl, B. J., Oliveira, B. G., Franco, A. L. C., Frazão, L. A. (2019). Inter-relação entre manejo e atributos biológicos do solo. In I. Bertol, I. C. De Maria, I. S. Souza (Ed.). Manejo e conservação do solo e da água. (ed. 1, pp. 282-313). Viçosa: Sociedade Brasileira de Ciência do Solo.

Fernandes, J. N. V., Dantas, M. S. M., Azevedo, B. M. D., Fernandes, C. N. V., Vasconcelos, D. V., Araújo, I. C. D. S. (2023). Development of elephant grass in response to irrigation with different levels of domestic sewage. Revista Ciência Agronômica, 54(1), 1-12. https://doi.org/10.5935/1806-6690.20230017

Franco, A. L., Bartz, M. L., Cherubin, M. R., Baretta, D., Cerri, C. E., Feigl, B. J.,Wall, D. H., Davies, C. A., Cerri, C. C. (2016). Loss of soil (macro) fauna due to the expansion of Brazilian sugarcane acreage. Science of the Total Environment, 563(1), 160-168. https://doi.org/10.1016/j.scitotenv.2016.04.116

Guimarães, N. F., Gallo, A. S., Silva, V. R., Fontanetti, A., Fujihara, R. T., Carvalho, E. M. (2021). Fauna do solo associada a diferentes sistemas de cultivo. Research, Society and Development, 10(2), 1-16. http://dx.doi.org/10.33448/rsd-v10i2.12787

Gutiérrez-Bermúdez, C. C., Mendieta-Araica, B. G., Noguera-Talavera, A. J. (2020). Composição trófica da macrofauna edáfica em sistemas de criação de animais no Corredor Seco da Nicarágua. Pastos e Forrajes, 43(1), 32-40.

Lima, R. W. S, Dias, D. S., Silva, C. A. R., Silva, A. B., Souza, M. A., Araújo, K. D. (2018). Macrofauna do solo em diferentes tipos de cobertura vegetal em Maceió, Alagoas. Revista Craibeiras de Agroecologia, 3(1), 1-6.

Lima, S. S., Benazzi, E. S., Oliveira, N. C. R., Leite, L. F. C. (2019). Diversidade da fauna epígea em diferentes sistemas de manejo no Semiárido. Agrarian, 12(45), 328-337. https://doi.org/10.30612/agrarian.v12i45.8975

Melo, F. V., Brown, G. G., Constantino, R., Louzada, J. N. C., Luizão, F. J., Morais, J. W., Zanett, R. (2009). A importância da meso e macrofauna do solo na fertilidade e como bioindicadores. Boletim Informativo da Sociedade Brasileira de Ciência do Solo, 34(1), 39-43.

Nunes, L. A. P. L., Pessoa, M. M. C., Araujo, A. S. F., Souza, R. S., Silva, J. D. C., Leite, L. F. C., Barbosa, L. R. (2020). Characterization of edaphic fauna in different monocultures in Savanna of Piauí. Brazilian Journal of Biology, 81(3), 657-664. https://doi.org/10.1590/1519-6984.228799

Pereira Júnior, L. R., Ferraz, D. S., Alves, G. S., Sousa, J. S., Souto, J. S. (2010). Influência do cultivo agrícola convencional nas características químicas e macrofauna edáfica. Engenharia Ambiental, 7(3), 166-177.

Pereira, J. M., Baretta, D., Cardoso, E. J. B. N. (2015). Fauna edáfica em florestas com Araucária. In E. J. B. N. Cardoso e R. L. F. Vasconcellos (Eds.). Floresta com Araucária: composição florística e biota do solo. (Vol. 1, pp. 153-180). Piracicaba: FEALQ.

Rosa, M. G., Klauberg Filho, O., Bartz, M. L. C., Mafra, A. L., Sousa, J. P. F. A., Baretta, D. (2015). Macrofauna edáfica e atributos físicos e químicos em sistemas de uso do solo no planalto catarinense. Revista Brasileira de Ciência do Solo, 39(6), 1544-1553. https://doi.org/10.1590/01000683rbcs20150033

Salton, J. C., & Tomazi, M. (2014). Sistema radicular de plantas e qualidade do solo. Embrapa Agropecuária Oeste. (Comunicado Técnico, 198).

Schembergue, A., Cunha, D. A. D., Carlos, S. D. M., Pires, M. V., & Faria, R. M. (2017). Sistemas Agroflorestais como Estratégia de Adaptação aos Desafios das Mudanças Climáticas no Brasil 2. Revista de Economia e Sociologia Rural, 55, 9-30. https://doi.org/10.1590/1234-56781806-94790550101

Silva, J., Jucksch, I., Tavares, R. C. (2012). Invertebrados edáficos em diferentes sistemas de manejo do cafeeiro na Zona da Mata de Minas Gerais. Revista Brasileira de Agroecologia, 7(2), 112‑125.

Sofo, A., Minini, A. N., Ricciuti, P. (2020). Macrofauna do Solo: Um fator chave para aumentar a fertilidade do solo e promover o uso sustentável do solo em agrossistemas de pomares de frutas. Agronomia, 10(456), 1-20. https://doi.org/10.3390/agronomy10040456

Souza, M. H., Vieira, B., Oliveira, A. P., Amaral, A. (2015). Macrofauna do solo. Enciclopédia Biosfera, 11 (22), 115-131.

Suárez, L. C, Garcia, I. R., Rodríguez, Prado, W. E. (2020). Characterization of the edaphic macrofauna in five grassland agroecosystems from Granma province. Taxonomical identification. Cuban Journal of Agricultural Science, 54(4), 285-597.

Vignozzi, V., Agnelli, A. E., Brandi, G., Cagnarli, E., Goggioli, D., Lagomarsino, A., Pellegrino, S., Simoncini, S., Simoni, S., Velboa, G., Carusoc, G., Guccic, R. (2019). Soil ecosystem functions in a high-density olive orchard managed by different soil conservation practices. Applied Soil Ecology, 134(1), 134, 64–76. https://doi.org/10.1016/j.apsoil.2018.10.014

Zenner, I. P. (2019). Invasiones de cuatro hormigas vagabundas suramericanas: una revisión sistemática. UDCA Actualidade & Divulgação Científica, 22(1), 1-10. https://doi.org/10.31910/rudca.v22.n1.2019.1207

Publicado

2023-10-30

Cómo citar

Lima de Carvalho, R., Alves Santos, R., De Souza Ferraz, D., Chaves de Abreu Almendra , E., Correa Santos, S., Marre Biazatti , R., … Dias Lima, N. (2023). LEVANTAMENTO DE GRUPOS DA MACROFAUNA EPÍGEA EM ÁREA CULTIVADA COM CAPIM-ELEFANTE. Revista Brasileira De Geografia Física, 16(5), 2910–2919. https://doi.org/10.26848/rbgf.v16.5.p2910-2919

Artículos similares

1 2 > >> 

También puede Iniciar una búsqueda de similitud avanzada para este artículo.

Artículos más leídos del mismo autor/a