GENEALOGIAS JURÍDICAS

Autores

  • Maria Paula Meneses Centro de Estudos Sociais - Universidade de Coimbra - CES/UC

DOI:

https://doi.org/10.32359/debin2026.v9.n31.p179-205

Palavras-chave:

epistemologias do sul

Resumo

 

Este texto procura traçar as genealogias dos casos de feitiçaria na arena jurídica colonial de Moçambique. Todavia, porque as autoridades coloniais “só tomam conhecimento dos crimes de que se lhes vêm queixar, e deste ninguém se queixa” (Silva Tavares, 1948: 131), estamos conscientes de que muito material não se encontra registado nos arquivos oficiais; pelo contrário, são os arquivos orais que permitem aceder a estes conflitos. Partindo da discussão sobre as políticas de produção de conhecimento em contextos coloniais, este capítulo procura discutir como a feitiçaria emergiu como um problema central da política jurídica colonial moderna, abrindo portas para uma discussão mais alargada sobre as continuidades nas legislações contemporâneas sobre a feitiçaria em Moçambique.

Biografia do Autor

Maria Paula Meneses , Centro de Estudos Sociais - Universidade de Coimbra - CES/UC

Doutora em antropologia pela Universidade de Rutgers (EUA) e Mestre em História pela Universidade de S. Petersburgo (Rússia). Co-coordenadora do programa de doutoramento em 'Pós-colonialismos e cidadania global' do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra.

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Publicado

2026-05-09

Como Citar

Meneses , M. P. (2026). GENEALOGIAS JURÍDICAS. Revista Debates Insubmissos, 9(31), 179–205. https://doi.org/10.32359/debin2026.v9.n31.p179-205

Edição

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