English as an additional language video lessons: in search of a rhetorical organization
DOI:
https://doi.org/10.51359/1984-7408.2018.238510Palavras-chave:
Videoaulas ILA, Multiletramentos, Organização RetóricaResumo
As videoaulas tornaram-se uma ferramenta muito útil de ensino e aprendizagem no mundo globalizado. No entanto, como as videoaulas são um gênero multimodal, elas podem impor desafios para quem as produz e para quem as utiliza como ferramenta de ensino, já que esse gênero envolve multiletramentos, ou seja, habilidades de empregar múltiplos recursos de sentido em contextos específicos. Nesta pesquisa, propomos uma análise do gênero de videoaulas com o objetivo de relatar qual é a possivel organização retórica de videoaulas de língua inglesa como língua adicional para a pesquisa em linguística aplicada e a prática pedagógica de inglês como língua adicional (ILA). O corpus do estudo é composto por quatro videoaulas de ILA. Os resultados apontam a ocorrência de cinco estágios (MARTIN, 1984, p. 128): Anunciando um produto ou serviço; Iniciando contato; Situando a aula; Expandindo o tópico da aula e Concluindo a aula, cada qual realizado por uma série de passos. Tanto os estágios quanto os passos são expressos de maneira multimodal, isso é, por meio de recursos gráficos, orais e imagéticos. Este é um estudo preliminar, que necessita de validação posterior via análise de um corpus mais amplo.
Referências
ARROIO, A.; GIORDAN, M. O vídeo educativo: aspectos da organização do ensino. Química Nova na Escola, v. 24, p. 8-12, 2006. Disponível em: http://www.lapeq.fe.usp.br/meqvt/disciplina/biblioteca/artigos/arroio_giordan.pdf. Acesso em: 10 nov. 2017.
BAWARSHI, A. S.; REIFF, M. J. Genre: an introduction to history, theory, research, and pedagogy. Indiana: Parlor Press, 2010.
BEZERRA, B. G. A organização retórica de resenhas acadêmicas. Linguagem em (Dis)curso, v. 3, n. 1, p. 37-68, 2002. Disponível em: http://www.portaldeperiodicos.unisul.br/index.php/Linguagem_Discurso/article/view/226/240. Acesso em: 15 set. 2017.
BEZERRA, F. S.; HEBERLE, V.; NASCIMENTO, R. G. Multiletramentos: iniciação à análise de imagens. Linguagem & Ensino, Pelotas, v. 14, n. 2, p. 529-552, jul./dez. 2011.
BUTT, D.; FAHEY, R.; FEEZ S.; SPINKS S.; YALLOP, C. Using Functional Grammar. Sydney: National Centre for English Language Teaching and Research, Macquarie University, 2000.
EMILIA, E.; HAMIED, F. A. Systemic functional linguistic genre pedagogy (SFL GP) in a tertiary efl writing context in Indonesia. TEFLIN Journal, v. 26, n. 2, p. 155-182, July 2015. Disponível em: http://journal.teflin.org/index.php/journal/article/viewFile/264/248. Acesso em: 15 set. 2017.
HALLIDAY, M. Spoken and written language. Oxford: Oxford University Press, 1989.
HALLIDAY, M.; MATTHIESSEN, C. An introduction to functional grammar. London: Hoder Education, 2004.
HENDGES, G. R (Org.). Análises de textos e discursos: relações entre teorias e práticas. Procedimentos e categorias para a análise da estrutura textual de gêneros. Santa Maria: PPGL/ UFSM, 2008.
INGLÊS INSTRUMENTAL [S. l.: s. n.], 2012. 1 vídeo (20min). Publicado pelo canal ADILSON SILVA. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=t6Qe5zEcTG8. Acesso em: 12 set. 2017.
INGLÊS INSTRUMENTAL MÓDULO 1 AULA 1 [Rondônia: s. n.], 2014. 1 vídeo (17min). Publicado pelo canal IFRO Porto Velho Zona Norte. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=OSl0t6O6i_A. Acesso em: 12 set. 2017.
KRESS, G; T VAN L. Reading images: The grammar of visual design. London: Routledge, 1996.
LUCENA. M. I. P. Resenha de “Línguas adicionais na escola: aprendizagens colaborativas em inglês”. ReVEL, v. 14, n. 26, p. 357-370, 2016. Disponível em: http://www.revel.inf.br/files/f251ef85854d09cc2610235be815d1ba.pdf. Acesso em: 20 set. 2018.
MARTIN, J. R. Language, register, and genre. In: BURNS, A.; COFFIN, C. (Org.). Analysing English in a global context. London: Routledge, 1984. p. 150-166.
MCDONALD, L. A literature companion for teachers. Newtown: PETAA, 2013.
OLIVEIRA, A.; STADLER, P. C. Videoaulas: uma forma de contextualizar a teoria na prática. In: CONGRESSO INTERNACIONAL ABED DE EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA. Anais. Curitiba, p. 1-8, 2014. Disponível em: http://www.abed.org.br/hotsite/20-ciaed/pt/anais/pdf/352.pdf. Acesso em: 10 nov. 2017.
PAINTER, C. The role of interaction in learning to speak and learning to write. In: PAINTER, C.; MARTIN, J. R. (org.). Writing to mean: teaching genres across the curriculum. Applied Linguistics Association of Australia, 1986. p. 62-97.
PRIMEIRA AULA DE INGLÊS [S. l.: s. n.], 2013. 1 vídeo (13min). Publicado pelo canal Crazy English. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=XGJzadA-3Ug. Acesso em: 12 set. 2017.
ROTHERY, J.; MARTIN, J. Writing Project Reports. Sydney: Departament of Linguistics, University of Sydney, 1980.
SCHLATTER, M; GARCEZ. P. Línguas adicionais na escola: aprendizagens colaborativas em Inglês. Erechim: Edelbra, 2012.
TADROS, A. Prediction in text. Birmingham: University of Birmingham, 1985.
THE NEW LONDON GROUP. A Pedagogy of Multiliteracies: Designing Social Futures. Harvard Educational Review. v. 66, n. 1, p. 60-93, Apr. 1996.
VERBO TO BE E WAS/WERE [S. l.: s. n.], 2016. 1 vídeo (8min). Publicado pelo canal TIA DO INGLÊS. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=NOsoasrH81E. Acesso em: 12 set. 2017
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2020 Autor, concedendo à revista o direito à primeira publicação

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.
Autores que publicam nesta revista concordam com os seguintes termos:
- Autores mantém os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a Licença Creative Commons Attribution 4.0 Internacional (CC BY 4.0) que permite o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria e publicação inicial nesta revista.
- Autores têm autorização para assumir contratos adicionais separadamente, para distribuição não-exclusiva da versão do trabalho publicada nesta revista (ex.: publicar em repositório institucional ou como capítulo de livro), com reconhecimento de autoria e publicação inicial nesta revista.
- Autores têm permissão e são estimulados a publicar e distribuir seu trabalho online (ex.: em repositórios institucionais ou na sua página pessoal) a qualquer ponto antes ou durante o processo editorial, já que isso pode gerar alterações produtivas, bem como aumentar o impacto e a citação do trabalho publicado (Veja O Efeito do Acesso Livre).