Análise ambiental de nascentes na serra do Cabral no município de Francisco Dumont/MG
DOI:
https://doi.org/10.26848/rbgf.v17.2.p1309-1325Palavras-chave:
Mananciais, análise macroscópica, recursos hídricos, Serra do Cabral.Resumo
A Serra do Cabral vem passando por um acelerado processo de degradação ambiental, o que está causando enorme prejuízo no que diz respeito a sua riqueza ambiental, notadamente a hídrica. Assim, objetivou-se avaliar a área do entorno de nascentes por meio da avaliação macroscópica que compõe o Índice de Impacto Ambiental de Nascentes – IIAN e identificação de impactos ambientais por meio de visitas in loco entre março e abril de 2021. As nascentes perenes foram identificadas e mapeadas. Assim, foi realizado o registro das coordenadas geográficas utilizando GPS Garmin 62sc. Foram avaliados também outros atributos: ponto de surgência da água, ambiente em que a nascente está inserida, condição que se encontra e, função e/ou seu principal uso, objetivando correlacionar as atividades antrópicas com o grau de preservação das nascentes. Posteriormente confeccionou-se um mapa de uso do solo por meio de classificação supervisionada pelo método de segmentação, aplicado às imagens de sensor Sentinel-2, com 10m de resolução espacial. Foi proposta implantação de práticas conservacionistas que melhor atendam a demanda do cenário identificado. Observou-se um total de 21 nascentes sendo que pela classificação do IIAN, 4 foram classificadas como “ótima”, 9 classificadas como “boa”, 5 como “razoável’, 2 como “ruim” e 1 como “péssima”. Constatou-se que a diminuição do fluxo d’água nestas nascentes é justificada pela ação antrópica exercida no ambiente, sendo propostas algumas medidas mitigatórias como: a manutenção da vegetação nativa, cultivo mínimo, plantio direto, curvas de nível, com o intuito de atenuar a exploração desordenada desses mananciais.Downloads
Referências
Alisson, E. (2019). Mudança climática pode alterar relações simbióticas entre microorganismos e árvores. Jornal da Unicamp.
Almeida, W. S., et al. (2016). Erosão hídrica em diferentes sistemas de cultivo e níveis de cobertura do solo. Pesquisa Agropecuária Brasileira, 51, 1110-1119. https://doi.org/10.1590/S0100-204X2016000900010
Almeida, T. de P., Macena, D. Ângelo., Simões, J. S. T., Mareco, E. A., Calciolari Rossi, R.., & Favareto, A. P. A. (2022). Análise de parâmetros de qualidade da água e testes de genotoxicidade em peixes da bacia hidrográfica do rio Pirapozinho - SP, Brasil. Pesquisa, Sociedade e Desenvolvimento , 11 (3), e46711319309. https://doi.org/10.33448/rsd-v11i3.19309
Alkmim, F. F. D.; Soares, A. C. P.; Noce, C. M.; Cruz, S. C. P. (2007) Sobre a evolução tectônica do orógeno Araçuaí-Congo ocidental. Geonomos, v. 15, p. 25-43. https://doi.org/10.18285/geonomos.v15i1.105
Antoneli, V., Pulido-Fernández, M., Bednarz, J.A., Brandes, L., Vrahnakis, M., Kazoglou, Y., Lozano-Parra, J., & García-Marín, R. (2021). Changes in Water Quality of the River das Antas as It Passes through Rural and Urban Areas. Urban Sci, 5, 22. https://doi.org/10.3390/urbansci5010022
Bernardo, B. E. (2023). Análise de potenciais correlações entre uso e ocupação do solo e a qualidade de águas em nascentes urbanas: estudo de caso em nascentes do município de São José dos Campos.
BRASOL. (2010). Plano Diretor de Recursos Hídricos das Bacias Hidrográficas dos Rios Jequitaí, Pacuí e Trechos do São Francisco – UPGRH SF6. Belo Horizonte,
Cunha, V. T. da, Ferreira, L. L. N., Lemos Filho, L. C. de A., & Bezerra, J. M. (2023). Percepção socioambiental e estado de preservação das nascentes do rio Apodi-Mossoró. Revista Geotemas, 13(1), e02323. DOI: 10.33237/2236-255X.2023.4963. Disponível em: https://periodicos.apps.uern.br/index.php/GEOTemas/article/view/4963.
Da Silva, A.S; (2019). Influência do pisoteio do gado na alteração das propriedades físicas de horizontes superficiais em santo antônio de pádua. Geo UERJ, n. 35. https://doi.org/10.12957/geouerj.2019.46650
Da Silva, J. L. C. T.; Garcia, E. (2019).Vantagens da substituição da utilização do fogo por práticas agrícolas sustentáveis. Anais Sintagro, v. 11, n. 1.
Fonseca, A. R., & Nogueira Gontijo, R. A. (2021). Impactos ambientais macroscópicos e qualidade microbiológica das águas em nascentes da área urbana de Santo Antônio do Monte – MG. Revista Meio Ambiente E Sustentabilidade, 10(20), 87–101. https://doi.org/10.22292/mas.v10i20.966
García, V. H. (2018). A derivação de usos da água espacialmente explícitos a partir da modelagem da mudança do uso da terra. Ciência do Meio Ambiente Total, 628, 1079-1097.
Gomes, P. M., Melo, C., & Vale, V.S. (2005). Avaliação de impactos ambientais em nascentes na cidade de Uberlândia-MG: análise macroscópica. Revista Sociedade & Natureza, 32(17), 103-120. Disponível em: http://www.redalyc.org/articulo.oa?id=321327186009
IEF – Instituto Estadual de Florestas (2024). Disponível em: http://www.ief.mg.gov.br/component/content/article/210-parque-estadual-da-serra-do-cabral
Jung, M. S., da Silva, J. A. G., Fachinetto, J. M., Colet, C. de F., Carvalho, I. R., Cardozo, L. E., da Rosa, J. A., Peter, C. L., & Alessi, O. (2023). Analysis of the environmental integrity of water springs in rural areas. Revista De Gestão E Secretariado, 14(11), 19554–19569. https://doi.org/10.7769/gesec.v14i11.2950
Marchini, D. M., Carneiro, V. A., & Souza, J. C. (2021). Análise ambiental macroscópica do Córrego dos Macacos em Terezópolis de Goiás (GO). Revista Eletrônica da Associação dos Geógrafos Brasileiros Seção Três Lagoas, 1(33). Disponível em: https://webcache.googleusercontent.com/search?q=cache:KGySNE4IQWYJ:https://periodicos.ufms.br/index.php/RevAGB/article/view/12776/9248&cd=2&hl=pt-BR&ct=clnk&gl=br.
Muritiba, L. (2011) Utilização de sistemas agroflorestais na restauração de mata ciliar em pequenas propriedades rurais em Santo Antônio de Jesus, Bahia - Projeto Brotar Nascentes, Cadernos de Agroecologia, Viçosa, v.6, n.2, p. 1-4,.
Oliveira da Silva, T., Moreno Pereira Lacerda, S., Tavares de Oliveira, J., Cavalcante de Jesus França, L., Ribeiro de Sena, S., Sérgio Vila Nova Souza, P., dos Santos Lisboa, G., & de Amorim Silva, V. (2022). Caracterização das nascentes na sub-bacia hidrográfica do rio dos Monos, Sudoeste da Bahia, Brasil. CIS - Conjecturas Inter Studies, 22(2), 1413–1429. https://doi.org/10.53660/CONJ-844-G13
Pereira, J.O. de L. (2022) Geomorfologia fluvial e ação antrópica no município de Prata-PB: Estudo do trecho do Riacho Acauã. Campina Grande –PB: UFCG. p. 20. Graduação. Disponível em: <http://dspace.sti.ufcg.edu.br:8080/xmlui/bitstream/handle/riufcg/25070/JEFERSON%20OLDAIR%20DE%20LIMA%20PEREIRA%20%20TCC%20ARTIGO%20LICENCIATURA%20EM%20GEOGRAFIA%20CH%202022.pdf?sequence=1&isAllowed=y>. Acesso em: 10 jun. 2023
Reis, A. L. M., da Costa, T. T., Pinto, M. G. F., de Faria, A. L. L., da Costa, L. M., & Bernardes, R. C. (2021). Parâmetros macroscópicos para avaliação do estado de conservação de nascentes em Área de Proteção Ambiental. Humboldt-Revista de Geografia Física e Meio Ambiente, 1(3). Recuperado de https://www.e-publicacoes.uerj.br/humboldt/article/view/55667
Santiago Schiavinato, V. M., & Zenen Dominguez Gonzalez, A. (2023). Situação ambiental das nascentes que abastecem a cidade de São José dos Quatro Marcos-MT. Revista Geoaraguaia, 13(Especial), 206–224.
Santos, R. B.; Aguiar Junior, A. L.; Passos, C. J. Avaliação macroscópica da nascente do brejo da prata, afluente do Rio Paraim no cerrado piauiense (2021). Revista Gestão & Sustentabilidade Ambiental, 10(4), 298-319. https://doi.org/10.19177/rgsa.v10e42021298-319
Soares, T., & Barros Júnior, W. (2023). Avaliação do estado de conservação de nascentes: estudo de caso em um território quilombola estabelecido na bacia do rio Fagundes, Areal – RJ. Novos Cadernos NAEA, 26(1). doi:http://dx.doi.org/10.18542/ncn.v26i1.11038
Souza, N. N., Amaral, L. G., Chiarelotto, M., Fuentes, T. G., & Santos, M. A. (2022). Análise hidroambiental de nascentes utilizadas para abastecimento humano na zona rural do município de Baianópolis (Bahia). Revista brasileira de meio ambiente, 10(3), 202–224. https://doi.org/10.5281/zenodo.7519091
Vaz, A. M. e S., Ramos, S. M., & Froehner, S. J. (2021). Bacia hidrográfica do rio balsas: diagnóstico físico e avaliação qualitativa de áreas suscetíveis à erosão. Engenharia Sanitária Ambiental, 26(1), 77-87. https://doi.org/10.1590/S1413-415220190257
Yang, D., Yang, Y., & Xia, J. (2021). Hydrological cycle and water resources in a changing world: A review. Geography and Sustainability, 2(2), 115-122. https://doi.org/10.1016/j.geosus.2021.05.
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2024 Thiago José Pimenta Alves, Rosângela Francisca de Paula Vitor Marques, Eliana Alcantra, Luciano dos Santos Rodrigues

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.
Autores que publicam na Revista Brasileira de Geografia Física concordam com os seguintes termos:
Autores mantêm os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a licença Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional (CC BY 4.0) que permite o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria e publicação inicial nesta revista.
Autores têm autorização para assumir contratos adicionais separadamente, para distribuição não-exclusiva da versão do trabalho publicada nesta revista (exemplo: depositar em repositório institucional ou publicar como capítulo de livro), com reconhecimento de autoria e publicação inicial nesta revista.
Autores têm permissão para disponibilizar seu trabalho online antes ou durante o processo editorial, em redes sociais acadêmicas, repositórios digitais ou servidores de preprints. Após a publicação na Revista Brasileira de Geografia Física, os autores se comprometem a atualizar as versões preprint ou pós-print do autor, nas plataformas onde foram originalmente disponibilizadas, informando o link para a versão final publicada e outras informações relevantes, com o reconhecimento da autoria e da publicação inicial nesta revista.
Qualquer usuário tem direito de:
Compartilhar — copiar e redistribuir o material em qualquer suporte ou formato para qualquer fim, mesmo que comercial.
Adaptar — remixar, transformar e criar a partir do material para qualquer fim, mesmo que comercial.
O licenciante não pode revogar estes direitos desde que você respeite os termos da licença.
De acordo com os termos seguintes:
Atribuição — Você deve dar o crédito apropriado, prover um link para a licença e indicar se mudanças foram feitas. Você deve fazê-lo em qualquer circunstância razoável, mas de nenhuma maneira que sugira que o licenciante apoia você ou o seu uso.
Sem restrições adicionais — Você não pode aplicar termos jurídicos ou medidas de caráter tecnológico que restrinjam legalmente outros de fazerem algo que a licença permita.






