A AGÊNCIA INDÍGENA EM QUESTÃO - DO BRASIL COLONIAL À QUEDA DO CÉU
DOI:
https://doi.org/10.32359/debin2022.v5.n18.p211-226Palavras-chave:
Agência, Decolonialidade, Kayapó, YanomamiResumo
As considerações propostas no artigo abaixo traçam um paralelo entre dois processos históricos: a Guerra Justa declarada pela Coroa portuguesa contra o povo Kayapó ao sul da capitania de Goiás (com auxílio militar de uma tropa do povo Bororo, lutando pela causa colonial), entre a segunda metade do século XVIII e as primeiras décadas do XIX; e as invasões das terras Yanomami por parte de garimpeiros ilegais, intensificadas a partir de meados da década de 1970 e especialmente violenta nos últimos anos. A partir destes dois eventos, apresentamos uma reflexão sobre a agência indígena, a capacidade de emancipação de sujeitos historicamente subalternizados, à luz da decolonialidade, conceito criado pelo grupo Modernidade/Colonialidade, formado por intelectuais latino-americanos que realizaram um movimento político/epistemológico essencial para a atualização crítica e utópica das ciências sociais na América Latina no século XXI. Atentamo-nos para uma interpretação/apropriação cautelosa do conceito de “agência”, do sociólogo britânico Anthony Giddens, cunhado em contextos sociais, políticos e cosmológicos radicalmente distintos das conjunturas indígenas tanto do Brasil Colonial, quanto da realidade amazônica recente.
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