Exigências Térmicas da Floração à Frutificação de Espécies de Myrtaceae em Ambiente de Restinga (Thermal Requirements of Flowering to Fruiting of Species of Myrtaceae in Restinga Environment)
DOI:
https://doi.org/10.26848/rbgf.v9.3.p707-721Palavras-chave:
Campomanesia, Eugenia, Myrcia, graus-diaResumo
As Myrtaceae destacam-se por apresentar grande potencial comercial, pois seus frutos podem ser consumidos tanto in natura como na forma de geleias, doces e sorvetes. No entanto, existem poucos estudos de exigências térmicas com as espécies desta família. Dessa forma, esse estudo objetivou determinar as exigências térmicas da floração à frutificação de quatro espécies de Myrtaceae nativas da Restinga cearense, Campomanesia aromatica (Aubl) Griseb. (guabiraba), Eugenia punicifolia (Kunth) DC. (murta), Eugenia tinctoria Gagnep. (mapirunga) e Myrcia splendens (Sw.) DC. (viuvinha). O estudo foi realizado no Parque Estadual Botânico do Ceará, Caucaia-CE, e no Jardim Botânico de São Gonçalo, São Gonçalo do Amarante-CE. Foram selecionadas 10 plantas por espécie e marcados até quatro ramos florais por planta. Após a marcação, observou-se as fenofases da floração à frutificação, caracterizou-se em dias cada fenofase e fez-se o calculo das exigências térmicas. Os resultados indicaram que a energia exigida do botão floral até a flor em antese, foi de 57,85 unidades de calor (UC) para M. splendens, 73,90 UC para C. aromatica, 202,25 UC para E. punicifolia e 275,55 UC para E. tinctoria. Para a frutificação, a partir da flor em antese até o estádio de fruto maduro foi de 1.469,50 UC para E. tinctoria, 1.553,50 UC para C. aromatica e 2.325,40 UC para M. splendens. Conclui-se que utilizando 10ºC como a temperatura base (Tbase) para as Myrtaceae nativas da Restinga cearense, as exigências térmicas da floração à frutificação para E. tinctoria, C. aromatica e M. splendens, foram crescentes, respectivamente.
A B S T R A C T
The Myrtaceae stands out for presenting great commercial potential because their fruit can be consumed in natura and in the form of jellies, sweets and ice cream. However, there are few studies of thermal requirements with the species of this family. Thus, this study aimed to determine the thermal requirements of flowering to fruiting of four species of native Myrtaceae of Ceara Restinga, Campomanesia aromatica (Aubl) Griseb. (guabiraba), Eugenia punicifolia (Kunth) DC. (myrtle), Eugenia tinctoria Gagnep. (mapirunga) and Myrcia splendens (Sw.) DC. (viuvinha). The study was conducted at the Botanical State Park of Ceara, Caucaia-CE, and the Botanical Garden of São Gonçalo, São Gonçalo do Amarante-CE. We selected 10 plants by species and marked up to four floral branches per plant. After marking, phenophases was observed flowering to fruiting, characterized in days each phenophase and made the calculation of thermal requirements. The results indicated that the required energy of the flower bud to flower in anthesis was 57.85 heat units (HU) for M. splendens, 73.90 HU for C. aromatica, 202.25 HU for E. punicifolia and 275.55 HU for E. tinctoria. For fruiting from the flower in anthesis to mature fruit stadium was 1469.50 HU for E. tinctoria, 1553.50 HU for C. aromatica and 2325.40 HU for M. splendens. It was concluded that using 10°C as the base temperature (Tbase) for native Myrtaceae of Ceara Restinga, the thermal requirements of flowering to fruiting of E. tinctoria, C. aromatica and M. splendens were growing, respectively.
Keywords: Campomanesia, Eugenia, Myrcia, degree-days.
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Copyright (c) 2016 Leila Lia Teixeira Cunha, Eliseu Marlônio Pereira de Lucena, Oriel Herrera Bonilla

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