PROJETOS SOLIDÁRIOS: UM CASO DE EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA PARA GRUPOS DA TERCEIRA IDADE

Carlyle Tadeu Falcão de Oliveira, Norma Suely da Silva Chavão, Priscila Burini Correa

Resumo


A importância da extensão universitária na articulação do movimento de Economia Solidária para explorar novas alternativas favoráveis ao desenvolvimento social e produtivo, também pode ser pensada para grupos da Terceira Idade. Este artigo, teve como objetivo explorar e descrever um projeto de extensão universitária , no Centro de Convivência da Universidade Aberta da Terceira Idade da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UnATI-UERJ). A relevância do estudo está na reflexão sobre o conceito de Tecnologia Social, no campo da Administração, hoje muito pouco estudado e como ela pode aproximar os saberes da universidade e da sociedade, sob a perspectiva de um futuro mais inclusivo. Para tanto, o estudo procedeu a uma observação-participante durante o curso de extensão universitária denominado Projetos Solidários ministrado na UnATI-UERJ. Os resultados deste projeto de extensão,  destacam que a transferência de Tecnologia Social, , pode contribuir para a articulação entre os saberes desenvolvidos no ambiente acadêmico e os saberes locais, visando à formação e capacitação de alunos da terceira idade em economia solidária e projetos comunitários, proporcionando a esses indivíduos um fortalecimento da sua cidadania e perspectivas de melhorias de qualidade de vida

Palavras-chave


Extensão Universitária; Tecnologia Social; Economia Solidária.

Texto completo:

PDF

Referências


Bensadon, Ligia. (2008). Um estudo sobre a autogestão: os significados de uma prática, In: São Paulo, USP, II Congresso da Rede de ITCPs: Economia Solidária e a Política e a Política da Economia Solidária.

BORGES, A. C. V. ; OLIVEIRA, Carlyle Tadeu Falcão ; OSIAS, Claudio ; KNOPP, Glauco ; CASTRO, R. M. F. ; VERAS, Thaisa . Gestão Comunitária: uma abordagem prática. 1a. ed. Rio de Janeiro - RJ: FGV Editora, 2008. v. 1. 172p

BORGES, A. C. V. ; OLIVEIRA, Carlyle Tadeu Falcão ; OSIAS, Claudio ; REZENDE, Cristiane ; KNOPP, Glauco ; CASTRO, R. M. F. ; VERAS, Thaisa . Ensino e Pesquisa em Administração e Gestão Social: uma experiência de interação academia-sociedade.. In: Airton Cardoso Cançado; Jeová Torres Silva Júnior; Paula Chies Schommer; Ariádne Scalfoni Rigo. (Org.). Os Desafios da Formação em Gestão Social. 1aed.Palmas-TO: Provisão, 2008, v. 2, p. 11-445.

BRASIL. PL. N° 111/2011, DE 15 DE OUTUBRO DE 2015. Institui a Política Nacional de Tecnologia Social. Brasília, DF.

BRASIL. PL. N° 3329/2015, DE 15 DE OUTUBRO DE 2015. Institui a Política Nacional de Tecnologia Social. Brasília, DF.

Cançado, A. C., Tenório, F. G., & Pereira, J. R. (2012). Gestão social: reflexões teóricas e conceituais. Cadernos EBAPE.BR, 9(3), 681–703. https://doi.org/10.1590/s1679-39512011000300002

Cruz, C. C. (2017). Tecnologia social: fundamentações, desafios, urgência e legitimidade. 2017, 280 f. Tese (Doutorado) – Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas. Departamento de Filosofia, Universidade de São Paulo, São Paulo.

Dagnino, R. (2011). Tecnologia Social: base conceitual; Revist@ do Observatório do Movimento pela Tecnologia Social da América Latina; 2011.

Dagnino, R. (2014). Tecnologia Social: Contribuições conceituais e Metodológicas, Campina Grande, PB:EDUEPB, Florianópolis, SC:Ed. Insular.

Dagnino, R., Brandão, F. C., & Novaes, H. T. (2010). Sobre o Marco Analítico-Conceitual da Tecnologia Social. Tecnologia Social: Ferramenta Para Construir Outra Sociedade, (February), 71–111

Etzkowitz, Henry. (2009). Hélice tríplice : universidade-indústria-governo, Porto Alegre : EDIPUCRS, 164 p.

Etzkowitz, Henry,& Zhou, C. (2017). Hélice Tríplice: inovação e empreendedorismo universidade-indústria-governo. Estudos Avancados, 31(90), 23–48.

Feenberger, A. (2010). A teoria crítica de Andrew Feenberg: racionalização democrática, poder e tecnologia / Ricardo T. Neder (org.). -- Brasília: Observatório do Movimento pela Tecnologia Social na América Latina / CDS / UnB / Capes.

Ferreira Deslandes, Suely,&Gomes, Romeu,& Minayo, Maria Cecília de Souza. (2007). Pesquisa Social. Teoria, método e criatividade. 25ª ed. Revista e atualizada. Petrópolis, RJ: Vozes.

Fonseca, P. (2012). A virada deliberativa nos estudos sociais da ciência e tecnologia e seus reflexos para novos regimes de inovação. Liinc Em Revista, 8(1), 151–164. https://doi.org/10.18225/liinc.v8i1.467

Fraga, Lais, Silveira, Ricardo,& Vasconcellos, Bruna. (2008). O engenheiro educador. In: São Paulo, USP, II Congresso da Rede de ITCPs: Economia Solidária e a Política e a Política da Economia Solidária.

Freire, P. (1987). Pedagogia do Oprimido, 17 ed. 23 reimp., Rio de Janeiro: Paz e Terra.

Freitas, C. C. G.,& Segatto, A. P. (2014). Ciência, tecnologia e sociedade pelo olhar da Tecnologia Social: um estudo a partir da Teoria Crítica da Tecnologia Science, technology and society from the perspective of Social Technology: a study from the Critical Theory of Technology. Abr, 12(7), 302–320. Disponível em: https://doi.org/10.1590/1679-39517420

FBB - Fundação Banco do Brasil. (2019). Banco de Tecnologias Sociais. Disponível em: https://fbb.org.br/pt-br/

Gil, Antônio Carlos. (2008). Métodos e técnicas de pesquisa social, São Paulo: Atlas.

Heckert, Sônia Maria Rocha. (2004). A emergência e potencialidades da economia solidária e autogestão no contexto das transformações do mundo do trabalho: a participação da Universidade, Brasília Mercado de Trabalho - Conjuntura e Análise, Brasília, v. 24, p.7-8, ago. Disponível em:

http://www.ipea.gov.br/portal/index.php?option=com_content&view=article&id=5703

Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 2013. Síntese de Indicadores Sociais: uma análise das condições de vida da população brasileira. Rio de Janeiro.

ITS Brasil. Instituto de Tecnologia Social. (2019). Disponível em: http://itsbrasil.org.br

Lassance, A. E., Mello, C. J., Barbosa, E. J. S., Jardim, F. A., Brandão, F. C., & Novaes, H. T. (2004). Tecnologia social uma estratégia para o desenvolvimento, Fundação Banco do Brasil; Rio de Janeiro.

Lopes, W. E. S. (2015). Andrew Feenberg e a bidimensionalidade da tecnologia. Revista de Filosofia: Aurora, 27(40), 111–142. https://doi.org/10.7213/aurora.27.040.DS05

Martins, L.P.B., Antunes, L.R., Pinho Da Silva, Esther,|&Pereira da Silva, E; L..(2018). Tecnologias Sociais, seus usos e significados: A Experiência do Catálogo de Tecnologias Sociais da Universidade Federal Fluminense. In: Anais do XI CASI - Congresso de Administração, Sociedade e Inovação. Anais...Rio de Janeiro(RJ) ECEME. Disponível em: . Acesso em: 01/03/2019 19:41

Moita, Filomena,& De Andrade, Fernando. (2009). Ensino-pesquisa-extensão: um exercício de indissociabilidade na pós-graduação; Revista Brasileira de Educação v. 14 n. 41 maio/ago.

Morgado, Ana Paula, Pliopas, Ana L.(2018). Desenvolvendo profissionais para o futuro, Fundação Getúlio Vargas, GVExecutivo, V 17, N 4, Jul/Ago.

Núcleo Interdisciplinar para Desenvolvimento Social (NIDES). (2019). Disponível em:

Oliveira, C. T. F., Teles, Bárbara, Rodrigues, Edgard, &Chavão, Norma. (2018). O papel das universidades no fomento às políticas públicas de Economia Solidária no Estado do Rio de Janeiro. In: Anais do XI CASI - Congresso de Administração, Sociedade e Inovação. Anais...Rio de Janeiro(RJ) ECEME. Disponível em: . Acesso em: 01/03/2019 19:42

Pinheiro, D. C., Paula, A., & Paula, P. De. (2014). A Mitologia da Ineficiência nas Organizações Solidárias : em Busca da Ressignificação de um Conceito, 42–65.

Rede de Centros de Formação e Apoio a Assessoria Técnica em Economia Solidária. (2015). Nossa prática, nossa riqueza. Revista de Sistematização de experiências de Educação em Economia Solidária. Convênio nº 775.182/2012. Cáritas Brasileira/SENAES/MTPS. Brasília.

Roberto, Jaqueline; Scariot, Nádia;& Zimmermann, Ieda. (2012). A Economia Solidária e a ITECSOL/UNIJUÍ: produção e interlocução de conhecimientos.

Rodrigues, I., & Barbieri, J. C. (2008). A emergência da tecnologia social : revisitando o movimento da tecnologia apropriada como estratégia de desenvolvimento sustentável *, 42(6), 1069–1094.

Santos, Boaventura de Souza. (1999). Pela mão de Alice. O social e o político na pós-modernidade, 7ª edição.

SILVEIRA, A. C. P. ; BORGES, A. C. V. ; OLIVEIRA, Carlyle Tadeu Falcão ; OSIAS, Claudio ; REZENDE, Cristiane ; KNOPP, Glauco ; CASTRO, R. M. F. ; VERAS, Thaisa . Gestão Social: uma experiência de integração academia-sociedade. In: Fernando Guilherme Tenório. (Org.). Gestão Social: metodologia, casos e prática. 5aed.Rio de Janeiro: Editora FGV, 2007, v. , p. 8-134.

Singer, P. (2003). Introdução à economia solidária. Ed. 1 . São Paulo. Fundação Perceu Abramo.

Singer, P. (2009). Políticas públicas da Secretaria Nacional de Economia Solidária do Ministério do Trabalho e Emprego. In: Mercado de Trabalho: conjuntura & análise, 39, Brasília: Ipea/MTE, pp. 43-48.

Schommer, P. C., & França Filho, G. C. (2010). A metodologia da Residência Social e a aprendizagem em comunidade de prática. Revista Eletrônica Da Residência Social Do CIAGS/UFBA, 1(1), 203–226.

Tenório, F. G. (2008). Gestão Comunitária: uma abordagem prática, FGV Editora, Rio de Janeiro.

Tenório, F. G. (2016). Uma alternativa: gestão social, Ed. Unijuí, Ijuí, 216 p.

Thiollent, Michel. (2011). Metodologia da pesquisa-ação. 18. ed. São Paulo: Cortez.




DOI: https://doi.org/10.32359/debin2019.v2.n6.p148-173



Licença Creative Commons
Esta obra está licenciada sob uma licença Creative Commons Atribuição - Não comercial - Sem derivações 4.0 Internacional.