Ostracodes da formação Brejo Santo (neojúrassico?), Bacia do Araripe, Nordeste do Brasil: implicações paleoambientais e sistemática paleontológica

Autores

  • Cecília de Lima Barros Universidade Federal de Pernambuco
  • Gelson Luis Fambrini Universidade Federal de Pernambuco
  • Paulo César Galm Petrobrás
  • Sônia Agostinho Universidade Federal de Pernambuco

Palavras-chave:

Bacia do Araripe, Formação Brejo Santo, Andar Dom João, Neojurássico(?), Ostracodes

Resumo

O presente trabalho apresenta o estudo paleontológico detalhado de ostracodes presentes na Formação Brejo Santo, tecendo considerações sobre a sistemática paleontológica e paleoambiental, para a evolução da Bacia do Araripe. A análise e interpretação dos dados foram realizadas através de revisão bibliográfica e cartográfica, levantamentos estratigráficos de campo e coleta de amostras potencialmente fossilíferas. O material de estudo é proveniente de nove afloramentos desta formação. A metodologia adotada para o tratamento das amostras seguiu os procedimentos recomendados pelo laboratório do setor de sedimentologia e estratigrafia da Unidade de Operações de Sergipe-Alagoas (UO-SEAL/EXP/SE) PETROBRAS, no Estado de Sergipe. Seis espécies de ostracodes não-marinhos foram descritas a partir das secções estudadas do Andar Dom João - Biozona de Bisulcocypris pricei (NRT-001), da Formação Brejo Santo, Bacia do Araripe. São elas: Bisulcocypris pricei PINTO & SANGUINETTI, 1958, Darwinula oblonga (ROEMER, 1839) in Anderson & Brazley (1971, Darwinula leguminella FORBES, 1885, Theriosynoecum miritiensis KRÖMMELBEIN & WEBER, 1971, Theriosynoecum quadrinodosum KRÖMMELBEIN & WEBER, 1971, Reconcavona? incertae KRÖMMELBEIN & WEBER, 1971. A maior diversidade de espécies é notada nos afloramentos 01, 05 e 07. O registro de formas exclusivamente não-marinhas indica uma sedimentação continental, em depressões amplas e rasas, onde se desenvolveram sistemas aluviais /fluviais /lacustres caracterizados por condições oxidantes. Ambientes propícios a formação de camadas vermelhas (red-beds). Sua idade, presumida como Dom João (neojurássica?), é indicada pela presença de ostracodes não-marinhos do Tithoniano(?). Fator determinante para o estabelecimento da idade mínima da Formação Brejo Santo como sendo Neojurássica(?) Andar Dom João é a presença da Biozona Bisulcocypris pricei (NRT-001).

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Publicado

2011-01-01

Como Citar

Barros, C. de L., Fambrini, G. L., Galm, P. C., & Agostinho, S. (2011). Ostracodes da formação Brejo Santo (neojúrassico?), Bacia do Araripe, Nordeste do Brasil: implicações paleoambientais e sistemática paleontológica. Estudos Geológicos, 21(1), 105–122. Recuperado de https://periodicos.ufpe.br/revistas/estudosgeologicos/article/view/260867

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