GEOLOGIA DA ÁREA NORDESTE DA FOLHA POÇO DA CRUZ, BACIA DE JATOBÁ, NORDESTE DO BRASIL

Pamela Caroline Silva de Souza, Gelson Luís Fambrini, Renan Gustavo Barbosa Queiroz, Leonardo Marinho de Oliveira

Resumo


A Bacia de Jatobá está localizada na porção centro-sul do estado de Pernambuco e no norte da Bahia e Alagoas, possui uma área com cerca de 5000 km², direção preferencial NE-SW e registro sedimentar com aproximadamente 3 km. Esta bacia do tipo rifte foi desenvolvida a partir dos eventos distensivos da ruptura do supercontinente Gondwana e marca o limite norte do sistema rifte abortado Recôncavo-Tucano-Jatobá. A sucessão estratigráfica da área de estudo, localizada no distrito Campos, Ibimirim (PE), compõe as sequências Sinéclise, Início de Rifte e Clímax de Rifte da bacia. A partir da utilização de seções colunares e identificação de fácies sedimentares foram reconhecidas seis unidades estratigráficas, além de uma cobertura quaternária. As duas unidades flúvio-marinhas inferiores estão relacionadas aos registros sedimentares siluro-devonianos da sequência Sinéclise, enquanto os sedimentitos lacustres e fluvio-eólicos das unidades superiores marcam a sequência de Início de Rifte e Clímax de Rifte. A Formação Aliança, discutida de forma particular neste trabalho, representa os primeiros registros sedimentares da sequência de Início de Rifte de idade Neojurássica (andar Dom João). Essa unidade foi depositada sob um sistema lacustre, com níveis carbonáticos decimétricos altamente fossilíferos dispostos em espessos pacotes pelíticos, sugerindo deposição em momentos de variações energéticas de um lago raso. O detalhamento estratigráfico desses depósitos, associado a estudos petrográficos e paleontológicos, traz uma nova compreensão acerca do sistema deposicional que atuou nesse ambiente e os primeiros processos que deram início à abertura do rifte durante o Jurássico Superior.

Palavras-chave


Bacia de Jatobá; Pernambuco; Mapa Geológico; Rifte; Estratigrafia

Texto completo:

PDF

Referências


Assine, M. L. 2007. Bacia do Araripe. Boletim de Geociências da PETROBRAS, v. 15, n. 2, p. 371-389.

Barreto, P. M. C. O. 1968. Paleozóico da Bacia do Jatobá. Boletim da Sociedade Brasileira de Geologia, v. 17, n. 1, p. 29-45.

Braun, O.P.G. 1966. Estratigrafia dos Sedimentos da Parte Inferior da Região Nordeste do Brasil (Bacias do Tucano-Jatobá, Mirandiba e Araripe). Rio de Janeiro: DNPM/DGM, Boletim 236, 75 p.

Caixeta, J. M.; Bueno, G.V.; Magnavita, L.P.; Feijó, F.J. 1994. Bacias de Recôncavo, Tucano e Jatobá. Boletim de Geociências da Petrobras, v. 8, n. 1, p. 163-172.

Fambrini, G.L.; Lima-Filho, M.; Tesser Junior, S; Costa, B.H.; Jesuino, P.C.L.; Valenca, L.M.M.; Neumann, V.H.M.L. 2007. Paleocorrentes fluviais da Formação São Sebastião, Bacia de Jatobá, NE do Brasil. In: Simpósio de Geologia do Nordeste, 22. Natal: Atas…, p. 45.

Fambrini, G.L.; Neumann, V.H.M.L.; Barros, C.L.; Agostinho, S.M.O.; Galm, P.C.; Menezes-Filho, J.A.B. 2013a. Análise estratigráfica da Formação Brejo Santo, Bacia do Araripe, Nordeste do Brasil: implicações paleogeográficas. Geologia USP. Série Científica, v. 13, n. 4, p. 3-28.


Apontamentos

  • Não há apontamentos.