v. 16 n. 1 (2018)

					Visualizar v. 16 n. 1 (2018)

Tratadas durante muito tempo nos estudos de comunicação social como novidade, a internet e as mídias digitais, denominadas por muitos autores como novas mídias (MANOVICH, 2000) fazem parte há mais de duas décadas da vida cotidiana dos indivíduos nascidos nos grandes centros urbanos ocidentais. Efetivamente, o século XXI será dos nativos digitais e dificilmente as ciências sociais tratarão de fenômenos que não sejam de alguma forma permeados pela internet e por mídias digitais. Termos como “internet das coisas”, “pervasividade” e “realidade aumentada” que antes pareciam saídos de livros de ficção científica passam a fazer parte do cotidiano dos sujeitos, mesmo que eles ainda não estejam completamente conscientes de tais termos, dos fenômenos e interações relacionados a eles e de suas implicações, não só sociais, mas psíquicas, físicas, econômicas e ambientais.

O programa de Pós-Graduação em Comunicação Social da Universidade Federal de Pernambuco, ao qual a revista Ícone está vinculada, praticamente nasce sob a égide destas discussões. De 1998, quando foi criado, para cá, dissertações, teses, disciplinas, seminários, eventos de diversas naturezas e, inclusive, artigos em edições anteriores da Revista Ícone apontam para esta vocação implícita, por assim dizer, do programa de tratar do digital. Vocação esta que é em parte provocada pelo espírito do tempo e em parte consequência da curiosidade e dos esforços de pesquisa de alunos e professores que integram e integraram o programa.

Este dossiê temático convida pesquisadores a tratarem da internet e das mídias digitais de acordo com seus próprios interesses, corpus de análises e arcabouços teórico-metodológicos, propondo reflexões sobre o presente, indicando possibilidades para o futuro e, sempre que possível, indo além da teorização e apontando para práticas relacionadas às redes, ao digital e suas implicações em diferentes aspectos das sociedades.

Publicado: 2018-10-15

Abertura

  • Carta da Editora

    Carolina Dantas
    DOI: https://doi.org/10.34176/icone.v16i1.238504

Dossiê

  • Semiótica da propagabilidade: Uma abordagem sistemática de memes e virais de Internet

    Gabriele Marino, Cecília Almeida Rodrigues Lima
    9-41
    DOI: https://doi.org/10.34176/icone.v16i1.237495
  • Filosofia e distopia seriadas: sobre Black Mirror e suas relações entre humanos e técnicas

    Patricia Azambuja, Cecília Perri
    42-57
    DOI: https://doi.org/10.34176/icone.v16i1.237077
  • O problema da dimensão privada das instituições em meio ao consumo colaborativo.

    André Vouga
    58-69
    DOI: https://doi.org/10.34176/icone.v16i1.237664
  • O duplo movimento da publicidade: rastros, experiências, embates, engajamento e diálogo nas Redes Sociais Digitais.

    Letícia Alves Lins, Gilvan Ferreira de Araújo
    70-84
    DOI: https://doi.org/10.34176/icone.v16i1.236988
  • Identidade de gênero em ação: as percepções dos usuários do Filmow sobre a representação da super-heroína no filme Mulher-Maravilha

    Rafael Jose Bona, Rodrigo Paschoal Dalri
    85-99
    DOI: https://doi.org/10.34176/icone.v16i1.236318
  • Fãs, representação e ativismo: shipping de casais homoafetivos na teledramaturgia da Rede Globo

    Cecília Almeida Rodrigues Lima, Gêsa Karla Cavalcanti
    100-119
    DOI: https://doi.org/10.34176/icone.v16i1.237466
  • Experiências Religiosas de Comunidade no Ciberespaço: Reconfigurações do compartilhamento da fé

    Hudson Ramos Santos das Chagas, Karla Regina Macena Pereira Patriota
    120-132
    DOI: https://doi.org/10.34176/icone.v16i1.237560
  • Confissão positiva, polêmica e agir racional nas práticas e interações do pastor Silas Malafaia no Facebook

    Adriana do Amaral Freire
    132-150
    DOI: https://doi.org/10.34176/icone.v16i1.237997